terça-feira, fevereiro 3, 2026
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CPI ENCOSTA O DEDO NA FERIDA: IBANEIS NA MIRA, BANCO MASTER AMEAÇA EXPLODIR — E GUSTAVO ROCHA SAI DAS SOMBRAS

O cerco investigativo e político em torno do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha tende a apertar — e pode virar tormenta — com seu depoimento à CPI do Crime Organizado, um colegiado majoritariamente oposicionista e longe de qualquer boa vontade com o pré-candidato ao Senado.

Convocado para falar nesta terça-feira (3), às 9h, em Brasília, Ibaneis será o primeiro chefe de Executivo a encarar a comissão. O clima, porém, é de julgamento político antecipado: senadores já deixam claro que não pretendem poupar o governador, especialmente após o depoimento explosivo de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que colocou o nome de Ibaneis no radar das investigações.

Mas há um personagem que até agora caminhou nas sombras — e que pode ser puxado para a luz da CPI: Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil. Um dos principais articuladores e apoiadores da compra do Banco Master, Rocha é apontado por interlocutores políticos como a verdadeira engrenagem do poder no Palácio do Buriti. Isso explica a visível tensão que ele demonstra nas últimas semanas.

Relatos de parlamentares distritais são uníssonos: “Quem manda é o Gustavo”. Segundo fontes ouvidas nos bastidores, o secretário mantém influência decisiva sobre o chefe do Executivo local — desde decisões aparentemente menores, como nomeações e exonerações, até movimentos estratégicos de governo e articulações com a Câmara Legislativa. Se o caso Banco Master ganhar corpo na CPI, Gustavo Rocha pode deixar de ser coadjuvante e virar alvo direto das investigações, e o sonho de se tornar vice pode virar pesadelo.

O caso Banco Master, que já cheira a escândalo, deve ganhar centralidade na comissão. Parlamentares defendem formalmente incluí-lo no escopo das apurações, o que pode transformar a oitiva em um pesadelo institucional para o Palácio do Buriti — e, por tabela, atingir seu principal articulador político.

Na quarta-feira (4), será a vez de Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, sentar na cadeira quente. A comissão mira possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas — facções e milícias — numa investigação que promete desgaste político para ambos os governadores.

Instalada em novembro, a CPI é comandada por Fabiano Contarato (PT-ES), com relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), e reúne nomes de peso — e de clara inclinação crítica ao governo — como Flávio Bolsonaro, Magno Malta, Márcio Bittar e Hamilton Mourão, além de figuras conhecidas pelo confronto, como Sergio Moro e Marcos do Val.

Com esse time em campo, o depoimento de Ibaneis dificilmente será apenas protocolar. A sensação nos bastidores é de que a CPI prepara não só perguntas duras, mas munição política — e, se o fio do Banco Master for puxado, Gustavo Rocha pode se tornar o próximo nome a balançar o poder no Distrito Federal.

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