A recente decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que negou agravo interno ao ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Apesar da repercussão política, juristas ouvidos por aliados do ex-governador afirmam que a decisão não altera, sua condição de elegibilidade.
Segundo a interpretação apresentada por sua defesa, a atualização da Lei da Ficha Limpa fixou o prazo máximo de inelegibilidade em até 12 anos, contados conforme os marcos definidos na legislação, no caso a primeira condenação por órgão colegiado do Poder Judiciário. Nesse contexto, sustentam que não houve modificação efetiva na situação jurídica de Arruda.
Outro ponto levantado é que o próprio judiciário, já teria analisado a nulidade de todas as provas que vem sendo usadas pra condenar, o que, segundo interlocutores próximos ao ex-governador, configuraria uma situação jurídica singular: a manutenção de condenação por improbidade administrativa mesmo após a declaração de nulidade absoluta dos elementos probatórios.
Enquanto isso, nos bastidores da política local, cresce a apreensão entre aliados da atual vice-governadora Celina Leão. O foco das preocupações é o andamento do processo relacionado à Operação Dracon (nº 0706061-14.2017.8.07.0018), que segue tramitando na Justiça do Distrito Federal, e as possíveis operações em desdobramento do caso Master, que desviou mais de 16 bilhões do BRB.
A Operação Dracon investiga supostas irregularidades envolvendo parlamentares distritais em período anterior ao atual mandato no Executivo. Embora ainda não haja decisão definitiva que implique inelegibilidade, integrantes do grupo político de Celina admitem, reservadamente, que um eventual desfecho desfavorável pode ter reflexos diretos no cenário eleitoral de 2026, atingindo não apenas a vice-governadora, mas outros nomes citados na ação.
Especialistas em direito eleitoral ponderam que, em ambos os casos, eventual inelegibilidade dependerá do trânsito em julgado das decisões e da aplicação concreta das regras previstas na legislação eleitoral vigente.
Nas investigações do Master, a apreensão em Brasília envolve possíveis mandados de prisão e busca e apreensão.
O cenário, portanto, permanece em aberto — com desdobramentos jurídicos que tendem a influenciar diretamente as articulações políticas rumo às próximas eleições no Distrito Federal.



