Os bastidores do PSD no Distrito Federal tem sido agitado por ações não republicanas — e não é por acaso. A movimentação de parte da nominata ligada ao grupo chamado “gregoriano” em direção ao ex-secretário José Humberto Pires e ao deputado federal Rafael Prudente, acendeu um sinal de alerta dentro da própria legenda.
Nos corredores da política, a leitura predominante é de surpresa. O motivo: o PSD tem pré-candidatos próprios à Câmara dos Deputados e, em tese, qualquer reconfiguração de apoios nesse momento pode mexer — e muito — no tabuleiro interno.
Sem anúncios oficiais, o que se vê é um jogo perigoso de pré-campanha, envolvendo pedido de recursos, mas com potencial de ruído.
Se essa aproximação evoluir, cresce a percepção de que a legenda pode entrar no processo eleitoral menos coesa do que gostaria.
Em ano eleitoral, ninguém fica parado — mas nem todo movimento passa despercebido. E, neste caso, o que parecia apenas mais uma articulação de bastidor já começa a ser observado com lupa por quem acompanha de perto a disputa.
O PSD é um partido grande e não pode ser envolvido em negociatas de bastidores.
Ainda está viva na memória a eleição de 2022, quando alguns candidatos fizeram campanha pro candidato adversário e a Executiva Nacional já deu o recado de que este comportamento não se repetirá.



