Enquanto o atual Governo do Distrito Federal patina, perde apoio político e já não consegue mobilizar nem a própria base, José Roberto Arruda mostrou que continua sendo o único nome capaz de empolgar, reunir e comandar o jogo político no DF. Sua filiação ao PSD, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reuniu mais de cinco mil pessoas e escancarou um contraste incômodo para o Palácio do Buriti: força de um lado, esvaziamento do outro.
O evento deixou de ser mera formalidade partidária e se transformou em uma demonstração explícita de poder. Arruda não apenas encheu o salão como atraiu lideranças nacionais, parlamentares influentes e representantes de partidos que, na prática, já começam a abandonar a órbita do atual governo. PRD, Avante e até integrantes do PL marcaram presença e sinalizaram apoio, evidenciando que a base governista está longe de ser sólida como tenta aparentar.
A presença de nomes como o senador Izalci Lucas, deputados federais Alberto Fraga (PL), Laura Carneiro (PSD), Tibé (Avante) e lideranças nacionais do PSD reforçou uma leitura inevitável nos bastidores: Arruda voltou ao centro do tabuleiro, enquanto o governo assiste à própria base se fragmentar.
A chancela pública de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, foi o golpe final na narrativa governista. Ao confirmar apoio à pré-candidatura de Arruda ao GDF, Kassab reposicionou o PSD como protagonista e deixou claro que a sucessão de 2026 já começou — e não gira em torno do atual governador.
O recado foi direto: Arruda articula, agrega e mobiliza. O governo, por sua vez, assiste ao avanço da oposição sem reação, cada vez mais isolado politicamente.



