O empresário Paulo Octávio virou sinônimo de malabarismo político no Distrito Federal. Entre um café e reuniões secretas com José Roberto Arruda e um almoço e fotos estratégicas com Celina Leão, mantém o discurso afinado com Ibaneis Rocha, sempre calculando onde será mais vantajoso fincar os pés.
Não se trata de convicção ideológica. Trata-se de sobrevivência — e de contratos milionários com o Governo do Distrito Federal. PO, como é conhecido, joga em todos os tabuleiros ao mesmo tempo, tentando garantir que, independentemente de quem vença, seus interesses permaneçam intocados.
Nos bastidores, a Secretaria de Juventude — ocupada por André Kubitschek — surge como peça-chave nesse xadrez. Mais do que um cargo, é símbolo de influência, ponte para poder e proteção política.
Paulo, que de ingênuo não tem nada, já deixa escapar nos corredores que pode desembarcar no PP ou no PL. A movimentação serviria como cortina de fumaça, uma encenação estratégica enquanto observa com lupa o cenário de 2026. Muda-se a sigla, mas o objetivo permanece: estar sempre ao lado de quem garantir poder e proteção.
Há quem diga que André pode deixar o PSD e migrar para uma nova legenda, onde disputaria uma vaga de deputado distrital. Já Paulo Octávio, ao que tudo indica, deve permanecer onde está, preservando pontes e garantindo espaço empresarial com quem sair vencedor na disputa pelo Palácio do Buriti.
Enquanto isso, mantém um plano B cuidadosamente armado. No fim das contas, o malabarismo continua — e alguém inevitavelmente cairá desse picadeiro político.



