São Sebastião vive, mais uma vez, o caos que já virou rotina. Mesmo sendo “apadrinhada” pelo deputado Rogério Morro da Cruz (PRD), que se autoproclama base do governo enquanto integra um dos partidos mais oposicionistas ao GDF, a cidade continua entregue à própria sorte. O parlamentar, responsável pela indicação da atual Administração Regional, conseguiu o impensável: transformar problemas históricos em tragédias anunciadas. Em vídeo, disse estar “surpreso” com as fortes chuvas — surpreendente mesmo é ver alguém que está há três anos no mandato fingir desconhecer situações que se repetem há décadas.
E é importante reforçar: não é por falta de apoio do Governo do Distrito Federal. A Secretaria de Obras, a Novacap, a Secretaria de Governo, o DER e outros órgãos vivem dentro de São Sebastião, sempre presentes, sempre dispostos, sempre oferecendo suporte. O que falta não é Governo: falta competência local, liderança e seriedade por parte da Administração Regional e do deputado que deveria representar a cidade e não virar as costas para ela.
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Enquanto São Sebastião figura no terceiro lugar em casos de dengue e enfrenta alagamentos que colocam vidas em risco, o parlamentar simplesmente desapareceu. No momento de maior devastação, quando as famílias precisavam de acolhimento, apoio e presença, Rogério Morro da Cruz sumiu dos bairros atingidos, das áreas destruídas e das casas alagadas.
Quem assumiu o papel que deveria ser da liderança política da cidade foi o morador e pré-candidato Rogério Ulysses. Ele percorreu diversos bairros, visitou vítimas, ofereceu solidariedade, mobilizou apoio e levou auxílio às famílias desabrigadas — um trabalho que expôs ainda mais a omissão de quem deveria estar à frente da situação.
A vergonha se completa com a obra do gabião, denunciada por Ulysses. A estrutura de R$ 2,5 milhões, que deveria proteger a população, desmoronou na primeira chuva. Não é fatalidade: é incompetência, má execução e descaso com o dinheiro público. O local oferece risco real de morte e exige a decretação imediata de calamidade pública.
Se uma pessoa, um carro ou uma moto for arrastada para aquela cratera, a responsabilidade será integral da atual gestão — da Administração Regional ao deputado que posa de protetor da cidade, mas não aparece nem quando a população está sofrendo.
São Sebastião merece respeito, presença, obras sérias e gestores de verdade — não discursos vazios, não omissão e muito menos políticos que desaparecem quando o povo mais precisa.
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