Até quando os deputados da base governista da Câmara Legislativa do Distrito Federal vão se esconder atrás do silêncio? O requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar as operações do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master já reúne *sete assinaturas, faltando apenas **uma* para que seja oficialmente protocolado. Uma única assinatura separa a investigação da blindagem política.
Até o momento, já assinaram o pedido de CPI os deputados *Chico Vigilante (PT), **Fábio Felix (PSOL), **Dayse Amarílio (PSB), **Ricardo Vale (PT), **Gabriel Magno (PT), **Max Maciel (PSOL)* e *Paula Belmonte (Cidadania)*. Todos assumiram publicamente o compromisso com a apuração dos fatos e com a defesa do patrimônio público.
O que se vê, em contrapartida, é um constrangedor jogo de empurra por parte dos parlamentares da base governista. Enquanto denúncias graves se acumulam — envolvendo operações bilionárias, suspeitas de irregularidades e riscos diretos aos cofres públicos do Distrito Federal — deputados alinhados ao Palácio do Buriti seguem calados, imóveis e coniventes. Nesse contexto, o silêncio deixa de ser omissão e passa a ser cumplicidade.
Diante da recusa da base em permitir o avanço da CPI, deputados da oposição recorreram às redes sociais para mobilizar a população e expor a resistência interna da Casa. O apelo é claro: que a sociedade pressione os parlamentares que ainda se recusam a assinar o requerimento e deixem claro, de forma pública, se estão do lado da transparência ou da blindagem política.
A pergunta que ecoa é simples e incômoda: *quem tem medo da CPI do BRB e do Banco Master?* Se não há nada a esconder, por que impedir a investigação? Cada dia de atraso reforça a suspeita de que há mais interesse em proteger governos e aliados do que em defender o dinheiro do contribuinte. A conta não pode — e não deve — ser empurrada para a população do Distrito Federal.
Confira o pediro de impeachment que tramta na CLDF:



