segunda-feira, março 30, 2026
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Comissionados do GDF em evento político evidenciam possível abuso de poder

Ao hostilizarem Arruda durante o “Costelão” da Ceilândia, comissionados apontam para uso da máquina publica de forma irregular nas eleições do DF.

O pré-candidato a governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi hostilizado por apoiadores do governo com cargos comissionados neste final de semana, durante a comemoração do aniversário de 55 anos de Ceilândia. As ofensas ocorreram durante o tradicional “Costelão”. A hostilização de trabalhadores com cargos comissionados pode configurar crime de abuso de poder pela Lei da Inelegibilidade.

Em um vídeo, é possível ver os trabalhadores que comandaram o coro contra o ex-governador. Foram identificados os administradores do Sol Nascente, Pastor Marcondes, Marco Aurélio e Edson Batista — este último lotado no gabinete do deputado distrital Robério Negreiros (PODE).

Outros colaboradores ligados ao governo também foram vistos participando do ato de repúdio a Arruda. Um deles era Sílvio de Morais Vieira, assessor de relações públicas da recém-nomeada governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Sílvio é irmão de Sandro de Morais Vieira, exonerado do cargo público por suspeita de ter retirado computadores da Câmara um dia antes da operação Drácon (leia mais – https://www.metropoles.com/distrito-federal/politica-df/investigado-pela-dracon-sandro-vieira-e-exonerado-da-cldf).

O ato pode ser considerado crime pela Lei da Inelegibilidade, que prevê o enquadramento como abuso de poder de ações que utilizem indevidamente a máquina pública ou recursos econômicos com o fim de desequilibrar a disputa eleitoral.

Um caso marcante foi o ocorrido com o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Sob a acusação de abuso de poder, Castro teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter usado a máquina pública para favorecê-lo durante as eleições de 2022. Com a decisão, Castro fica inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030.

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