A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começou a analisar o projeto de lei nº 10321/26, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que propõe a criação da Política Estadual de Inovação Logística no Agronegócio por meio da Inteligência Artificial (Pelia-GO). A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda a distribuição para relator.
O objetivo central do marco normativo é modernizar a infraestrutura de escoamento e distribuição do campo goiano, utilizando a tecnologia para solucionar gargalos históricos de transporte e reduzir o desperdício de alimentos.
Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca o peso do agronegócio na economia goiana, setor que representou mais de 81% das exportações do estado em 2025, movimentando US$ 10,9 bilhões. Apesar da alta produtividade e de posições de liderança nacional em culturas como soja, milho, sorgo e tomate, o setor ainda enfrenta severos desafios logísticos.
O problema é especialmente grave na cadeia de frutas e hortaliças; segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) citados no texto, as perdas pós-colheita nesses alimentos altamente perecíveis podem atingir entre 40% e 50% do total produzido em países em desenvolvimento.
Para reverter esse cenário, a proposta de Cruvinel prevê espelhar experiências de sucesso de agricultura digital e planejamento inteligente adotadas em estados como Mato Grosso e São Paulo, além de países como Estados Unidos e Holanda. O projeto de lei foi estruturado sob princípios de sustentabilidade e responsabilidade fiscal, com foco especial na democratização do acesso à tecnologia.
A meta do programa é priorizar o atendimento a pequenos e médios produtores rurais, bem como direcionar os investimentos em inteligência artificial para as regiões do estado que hoje sofrem com as maiores deficiências de infraestrutura.



