quarta-feira, junho 24, 2026
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Garis do DF paralisam coleta de lixo em protesto por piso salarial nacional


Reprodução Globo

Categoria cobra aprovação de projeto de lei que prevê salário mínimo de dois salários mínimos, adicional de insalubridade e aposentadoria especial; SLU afirma que movimento é nacional e não há paralisação no aterro

Os garis do Distrito Federal aderiram nesta segunda-feira (22) a uma paralisação nacional da categoria em defesa da aprovação do Projeto de Lei dos Garis e Margaridas, que tramita no Congresso Nacional desde 2020. O movimento busca estabelecer um piso salarial nacional para a categoria, além de garantir melhores condições de trabalho e direitos como aposentadoria especial. Em várias regiões do DF, já é possível observar o acúmulo de lixo nas ruas devido à paralisação.

De acordo com a categoria, o projeto de lei define o trabalho de limpeza urbana como essencial e estabelece uma carga horária semanal de 40 horas. Entre os principais pontos da proposta está a fixação de um piso salarial equivalente a dois salários mínimos mensais, com reajuste anual atrelado ao salário mínimo nacional. O texto também prevê o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, correspondente a 40% do salário, e a concessão de aposentadoria especial para os trabalhadores da área.

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A paralisação tem impacto direto na rotina da população do Distrito Federal. Em diversos pontos da cidade, o lixo doméstico está acumulado nas calçadas e nas vias, gerando preocupação com a possibilidade de problemas sanitários caso o movimento se prolongue. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a mobilização é de caráter nacional e não está diretamente ligada a demandas locais. Segundo o órgão, não há paralisação no Aterro Sanitário de Brasília, nos papa-entulhos e na Unidade de Recebimento de Entulhos, o que permite que parte dos resíduos continue sendo recebida e tratada.

O projeto de lei que motiva a paralisação tramita no Senado Federal após ter sido aprovado na Câmara dos Deputados. A proposta busca uniformizar direitos trabalhistas da categoria em todo o país, reconhecendo a importância do trabalho de limpeza urbana para a saúde pública e a qualidade de vida nas cidades. Garis de diferentes estados participam do movimento, que ganhou força nos últimos meses com a aproximação da data de votação no Senado.

No Distrito Federal, a paralisação ocorre em um momento de atenção para a coleta de lixo, especialmente em regiões mais populosas. Moradores de várias áreas administrativas relataram o acúmulo de resíduos desde as primeiras horas da manhã. O SLU orientou a população a manter os resíduos acondicionados de forma adequada até a retomada da coleta, mas não informou quando o serviço deve ser normalizado. A ausência de previsão para o fim da paralisação aumenta a preocupação de que o problema possa se agravar nos próximos dias.

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Além do piso salarial, a categoria também reivindica melhorias nas condições de trabalho, como a disponibilização de equipamentos de proteção individual adequados, pausas para descanso e redução da exposição a riscos à saúde. Os garis argumentam que o trabalho de coleta de lixo é pesado, insalubre e expõe os profissionais a diversos perigos, o que justificaria o reconhecimento legal de direitos específicos. O projeto de lei busca justamente atender a essas demandas históricas da categoria em nível nacional.

A paralisação nacional dos garis reflete uma mobilização mais ampla de categorias que atuam em serviços essenciais e que buscam reconhecimento por meio de legislação específica. No caso dos profissionais de limpeza urbana, a reivindicação por um piso salarial unificado em todo o país ganha força diante da diferença de remuneração entre os estados e da precariedade de condições de trabalho enfrentada por muitos trabalhadores do setor. O Distrito Federal, como outras unidades da federação, é diretamente impactado pela paralisação, o que coloca pressão sobre o poder público para que a questão seja tratada com prioridade.

Enquanto o Senado não vota o projeto de lei, a categoria mantém a mobilização e promete manter a paralisação até que haja avanços concretos na tramitação da matéria. O impacto na rotina da população do DF deve continuar sendo sentido nos próximos dias, especialmente nas regiões onde a coleta de lixo já está comprometida.

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