quarta-feira, julho 1, 2026
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Fechamento de restaurantes comunitários deixa 5 mil pessoas sem comida no DF


Créditos: Correio Braziliense

O fechamento dos restaurantes comunitários da Estrutural e de Ceilândia Norte está afetando duramente milhares de famílias do Distrito Federal. As unidades seguem sem funcionar desde meados de junho, depois de greve dos funcionários e o fim do contrato com a empresa terceirizada. Quem mais sente o impacto são as pessoas em situação de vulnerabilidade que dependiam das refeições baratas e de qualidade todos os dias.

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Juntos, os dois restaurantes serviam quase 5.600 refeições diárias – 2.895 na Estrutural e 2.663 em Ceilândia Norte. Com as portas fechadas, dezenas de usuários relatam dificuldades para conseguir se alimentar. Alguns chegam a pedir comida de porta em porta ou dependem de doações de vizinhos para matar a fome.

Casos como o de Jilvani Ferreira da Silva, de 40 anos, que vive em situação de rua, mostram a gravidade da situação. Ele foi até o restaurante de Ceilândia Norte e encontrou apenas uma placa avisando sobre a suspensão do serviço desde 11 de junho. Sem almoço, ele ficou sem saber o que fazer e relatou ter comido muito pouco pela manhã.

Vulneráveis do DF sofrem com falta de refeições após paralisação dos restaurantes comunitários. O fechamento das unidades da Estrutural e Ceilândia Norte revela a dependência de milhares de pessoas de baixa renda desses espaços, que garantiam pelo menos uma refeição digna por dia. A interrupção do serviço agrava a insegurança alimentar em regiões já marcadas pela vulnerabilidade social.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) informou que a interrupção aconteceu por problemas no cumprimento do contrato pela empresa Servi Gastronomia. A pasta diz que fez todos os pagamentos em dia e que a responsabilidade por salários e direitos trabalhistas era da terceirizada. A Sedes rescindiu o contrato e já selecionou uma nova empresa, com reabertura prevista para julho – Ceilândia no dia 7 e Estrutural no dia 14.

Enquanto isso, a Sedes disponibilizou ônibus gratuitos para levar os usuários para outros restaurantes comunitários. No entanto, o transporte não funciona aos fins de semana, feriados e em dias de ponto facultativo, como ocorreu recentemente. Frequentadores como Francisco Ferreira da Silva e o aposentado Antonio Carlos Silva reforçam que a mudança de local é difícil e que muitas famílias dependem do serviço para sobreviver.

Variações de títulos alternativos:

  1. Fome aumenta no DF com fechamento de restaurantes comunitários da Estrutural e Ceilândia
  2. 5 mil pessoas por dia sem refeição após paralisação de unidades do GDF
  3. Greve e fim de contrato deixam milhares de vulneráveis sem comida em Ceilândia e Estrutural
  4. Sedes promete reabertura, mas DF já sente impacto da falta de restaurantes comunitários

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