“Não aguento mais tanta corrupção no DF. Para todo lado que a gente olha tem corrupção.” A frase forte da senadora *Damares Alves* (Republicanos), aliada política de Celina Leão, ganhou ainda mais repercussão ao resumir o que muitos veem como um padrão no governo do Distrito Federal. Enquanto isso, mais um grave questionamento surge: um contrato para a merenda escolar no valor de 98,4 milhões foi suspenso após denúncias de irregularidades, incluindo possível conflito de interesses.
O dinheiro destinado à alimentação de milhares de crianças e adolescentes da rede pública voltou a ser alvo de suspeitas de favorecimento e má gestão. A Secretaria de Educação do GDF suspendeu os pagamentos após descobrir relação entre uma servidora fiscal do contrato e a empresa contratada (HD Empreendimentos). Kits de alimentação e utensílios de alumínio, com riscos de queimaduras relatados, geraram críticas do Conselho de Alimentação Escolar. O Tribunal de Contas do DF e o Ministério Público acompanham as falhas na fiscalização.
Prejuízo direto às crianças
O escândalo vai além dos números. Ele prejudica diretamente a saúde e o desenvolvimento dos estudantes. A merenda escolar de qualidade é essencial para o aprendizado, especialmente em uma rede que já enfrenta críticas por falta de estrutura. Quando contratos milionários são questionados por superfaturamento, conflito de interesses ou produtos inadequados, quem sofre são os alunos mais vulneráveis, que dependem da escola também para se alimentar adequadamente.
Esse caso se soma a uma série de problemas na Educação do DF na gestão Celina Leão: investigações sobre desvios, falta de transparência e prioridade questionável para grandes contratos em vez de uma fiscalização rigorosa.
Um padrão que incomoda até aliados
A declaração da senadora Damares Alves ganha peso justamente por vir de uma aliada do governo. Ela expressa o cansaço de quem vê escândalos se repetirem “para todo lado”. Críticos apontam que, em vez de resolver problemas estruturais da educação, o governo prioriza contratos vultosos que geram mais desconfiança do que resultados concretos. A suspensão do contrato é um passo, mas a lentidão nas investigações e a ausência de punições exemplares alimentam a percepção de impunidade.
O eleitorado do Distrito Federal merece explicações claras. Quantos milhões ainda serão questionados antes de uma mudança real na forma de administrar o dinheiro público? O escândalo da merenda escolar de *R$ 98,4 milhões* é mais um capítulo que prejudica principalmente as crianças, as principais vítimas dessa falta de zelo com os recursos da população.



