sexta-feira, julho 10, 2026
InícioDFBancos privados resistem e empréstimo para BRB ainda não sai

Bancos privados resistem e empréstimo para BRB ainda não sai


Bradesco e Itaú cobram garantias de BB e Caixa e operação mediada por Fux emperra há quase 45 dias

Quase 45 dias após a assinatura de um acordo mediado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Distrito Federal e salvar o Banco de Brasília (BRB), a operação ainda não foi concluída. Parte dos bancos privados, especialmente Bradesco e Itaú, resistem em participar do consórcio que atuaria como fiador junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Leia também:

Pelo acordo firmado em 28 de maio, o crédito seria garantido por um sindicato de bancos públicos e privados, com contragarantia nas cotas do DF nos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), que somam cerca de R$ 1,6 bilhão. A direção do BRB já cogita acionar novamente o ministro Fux para destravar as negociações, diante do impasse.

Interlocutores envolvidos nas conversas afirmam que Bradesco e Itaú perderam interesse no negócio e passaram a exigir que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentem garantias próprias. O governo federal considera essa exigência inviável, pois impactaria diretamente o balanço das duas instituições públicas. Sem a participação dos bancos privados, a garantia exigida pelo FGC não se viabiliza.

Bradesco e Itaú resistem em participar da operação e exigem que Banco do Brasil e Caixa deem as garantias, o que o governo federal considera inviável.

A avaliação de quem acompanha as negociações é de que, sem o aval dos bancos privados, não há como estruturar a operação com o FGC. O impasse mantém o BRB em uma situação de incerteza, com forte desvalorização das ações e multas diárias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo atraso na divulgação do balanço de 2025, que já somam R$ 2,5 milhões.

O prazo para assinatura do contrato, que inicialmente era 20 de junho, foi estendido para 31 de julho. Enquanto isso, o Banco Central continua cobrando do governo do DF a capitalização do BRB para cobrir o rombo estimado em até R$ 8,8 bilhões, gerado principalmente pelas operações com o Banco Master. A falta de definição sobre o empréstimo agrava ainda mais a crise de liquidez da instituição.

Na quinta-feira (9), os partidos de oposição no Distrito Federal (PSB, PSOL e PT) protocolaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça do DF contra a lei que autoriza a capitalização do BRB. A ação questiona a transferência dos custos da crise para a população e pede a suspensão da norma. O processo adiciona mais ruído político ao já complicado socorro ao banco público.

O impasse mostra que, mesmo com a mediação do STF, interesses divergentes entre bancos públicos e privados dificultam o fechamento da operação. O BRB segue sob forte pressão, com ações em queda acentuada e sem data definida para a publicação do balanço de 2025. A indefinição sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões mantém o futuro da instituição em aberto.

#BRB #BancoMaster #LuizFux #DaviAlcolumbre #CelinaLeao #DistritoFederal



Source link

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments