segunda-feira, julho 13, 2026
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Quase um mês da morte de homem sem atendimento na UPA ainda não se sabe da apuração


Governadora Celina Leão prometeu investigação rigorosa, mas família e população seguem sem respostas

Quase um mês se passou desde a morte de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, na UPA do Recanto das Emas. O paciente morreu sentado em uma cadeira de rodas na recepção da unidade, enquanto esperava atendimento médico. O caso chocou a cidade e escancarou as falhas do sistema de saúde pública do Distrito Federal. Até agora, não há informações oficiais sobre o resultado das apurações prometidas pela governadora Celina Leão.

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Vilmar Pereira da Silva chegou à UPA com problemas de saúde e ficou aguardando atendimento. Segundo relatos de familiares e testemunhas, ele não recebeu triagem adequada e acabou morrendo sem assistência médica imediata. O episódio ocorreu no dia 19 ou 20 de junho de 2026 e gerou forte comoção. A governadora Celina Leão falou em “apuração rigorosa” logo após o caso ganhar repercussão, mas até o momento não há divulgação de qualquer resultado ou conclusão do processo.

A falta de respostas oficiais alimenta a indignação da população. Familiares e usuários do SUS cobram transparência e cobram que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas. A demora na prestação de contas contrasta com a gravidade do episódio e com a promessa feita pela governadora. A ausência de informações concretas reforça o sentimento de que casos como esse ainda não recebem a devida atenção das autoridades.

Quase um mês depois, a população ainda não sabe o resultado das apurações da morte de Vilmar Pereira da Silva na UPA do Recanto das Emas.

O caso se soma a outros relatos de demora no atendimento e de falhas estruturais na rede pública de saúde do Distrito Federal. A Lei Orçamentária Anual de 2026 reservou cerca de R$ 7,89 bilhões para a saúde, com parte significativa da rede administrada pelo Iges-DF. Apesar do volume de recursos, episódios como esse continuam gerando revolta e questionamentos sobre a eficiência do sistema.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Iges-DF ainda não prestaram contas sobre o andamento da investigação. A reportagem continua aberta para posicionamento dos órgãos responsáveis. A repetição de casos semelhantes mostra que a saúde pública do DF enfrenta problemas crônicos de gestão, de estrutura e de resposta rápida em situações de emergência.

A morte de Vilmar expõe a fragilidade do sistema de saúde do Distrito Federal. Para a população que depende do SUS, a pergunta que fica é quantas tragédias ainda serão necessárias para que o governo adote medidas efetivas de melhoria no atendimento. A falta de transparência e de respostas concretas sobre o caso reforça a cobrança por mudanças profundas na gestão da saúde pública do DF.

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