A coluna Grande Angular do Metrópoles, publicada nesta segunda-feira (20/07/2026), saiu com a clara intenção de desqualificar José Roberto Arruda e a aliança que ele articula com Gim Argello (Avante) e Paulo Octávio (PSD). O título sensacionalista “ChaPapuda vem aí” e o tom da matéria já entregavam o recado.
Porém, o tiro saiu pela culatra. No esforço de atacar, a matéria acabou confirmando o que muita gente já percebia: Arruda será candidato ao governo do Distrito Federal em 2026.
O que a própria matéria revela
Em vez de enterrar a candidatura, o texto do Metrópoles detalha:
– Arruda como pré-candidato ao Palácio do Buriti;
– Acordo costurado com Gim Argello para o Avante indicar vice ou disputar o Senado;
– Paulo Octávio cotado para o Senado (ou eventualmente vice);
– Convenção conjunta do *PSD e Avante* marcada para o dia **01 de agosto*, para oficializar as chapas.
Quando um veículo publica com riqueza de detalhes uma articulação política, datas de convenção e nomes na mesa, não está noticiando o fim de uma candidatura. Está reconhecendo que ela está de pé e caminhando.
Sobre a elegibilidade: o que diz a lei hoje
A coluna insiste em chamar Arruda de “inelegível”, mas omite um ponto fundamental: pela lei atual, aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado) e sancionada pelo Presidente da República, José Roberto Arruda *está elegível.
O que existe é uma discussão no Supremo Tribunal Federal sobre a validade dessa alteração na Lei da Ficha Limpa. Porém, o julgamento está parado por pedido de vista e ainda não há decisão final. Enquanto o STF não retomar e concluir o julgamento, prevalece a lei em vigor, e, portanto, a elegibilidade de Arruda.
Um incômodo que não passa
É curioso o tratamento dado pelo Metrópoles. Quando o assunto é Arruda, a lupa é pesada, o tom é de condenação antecipada. Mas a realidade política fala mais alto: ele continua sendo um nome que polariza, que articula e que, mesmo com toda a pressão, não pode ser descartado.
A tentativa de desqualificar moralmente a chapa ChaPapuda acabou servindo de holofote. Em vez de afastar eleitores, reforça a percepção de que Arruda segue vivo na disputa e incomoda muita gente.
O jogo segue. A convenção se aproxima e a eleição de 2026 está cada vez mais perto.
Durmam com isso. Ou acordem para o fato: quando tentam queimar um candidato e, no processo, acabam confirmando que ele estará nas urnas, o tiro sai pela culatra de forma quase cômica. Arruda nem precisa de propaganda gratuita melhor que essa.



