terça-feira, julho 28, 2026
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Arruda em vídeo: “Celina passou 8 anos no governo, não entregou hospital e falta 2 meses pra eleição inaugura cerca” 

Em entrevista à Rádio Liga FM Brasília (101,7), Arruda não economizou palavras ao denunciar o que classificou como um dos episódios mais constrangedores e reveladores da gestão da atual governadora, Celina Leão. O alvo foi direto: a inauguração de uma cerca no terreno onde, segundo o governo, “no futuro” será construído o novo hospital de Ceilândia.

“Atual governadora candidata, Celibaneis, fez um vídeo inaugurando uma cerca, a cerca de onde no futuro vai ser o novo hospital do Ceilândia. Peraí, passou oito anos no governo, faltando dois meses pra eleição, vai lá e inaugura uma cerca? Tá rindo das pessoas? Cê tá há oito anos no governo, não fez hospital, falta dois meses pra eleição, cê faz uma cerca e inaugura a cerca? Seria cômico se não fosse trágico. Uma vergonha que tá acontecendo em Brasília é jogar a saúde pública dentro de um buraco.”

A fala de Arruda resume, com a contundência de quem conhece a máquina pública, o que milhares de brasilienses, especialmente os moradores de Ceilândia, sentem na pele todos os dias. Celina Leão não foi uma vice qualquer. Foi vice-governadora de Ibaneis Rocha por oito anos, com participação ativa, influência e poder de decisão. Agora, já no comando do Palácio do Buriti, tenta se apresentar como solução para os mesmos problemas que ajudou a administrar, e a aprofundar.

A crítica não é apenas sobre uma cerca. É sobre o desrespeito ao tempo da população. Oito anos no governo. Oito anos de promessas, de anúncios, de discursos emocionados. E, faltando menos de dois meses para a eleição, o gesto mais concreto que a gestão consegue oferecer ao maior e um dos mais carentes polos urbanos do DF é… uma cerca. Uma cerca. Como se a população de Ceilândia pudesse se curar com arame farpado ou com um vídeo bem editado para as redes sociais.

Arruda acertou o ponto central: isso não é apenas incompetência. É deboche. É tratar o eleitor como se fosse incapaz de perceber a diferença entre obra e propaganda eleitoral de última hora. Enquanto hospitais da rede pública enfrentam superlotação, pacientes em cadeiras de rodas nos corredores, falta de profissionais e denúncias de mortes por negligência, a governadora prefere o teatro da inauguração simbólica.

O apelido “Celibaneis”, usado por Arruda, não é piada barata. É o reconhecimento de uma continuidade real. Celina não surgiu do nada. Foi parte central do projeto político que governou o DF nos últimos anos. Assumir agora o discurso de “mudança” e “prioridade para a saúde” enquanto inaugura cercas e anuncia o que deveria ter sido feito há muito tempo soa, no mínimo, como tentativa de reescrever a própria biografia política às vésperas do voto.

José Roberto Arruda, ao contrário, tem se posicionado com clareza: a saúde pública não pode continuar sendo jogada “dentro de um buraco”. E a população de Ceilândia, que há décadas espera por uma estrutura hospitalar compatível com o tamanho e as necessidades da cidade, merece mais do que cercas e vídeos de campanha.

A fala de Arruda na Rádio FM Brasília não foi apenas uma crítica pontual. Foi um retrato amargo, mas necessário, de uma gestão que, depois de oito anos, ainda trata a urgência da população como peça de marketing eleitoral. E o povo, desta vez, parece cada vez menos disposto a rir da própria desgraça.

Veja o vídeo:

 

 

 

 

 

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