Bom dia, governadora.
Hoje é 13 de agosto, 8h40.
Com essas palavras, a pré-candidata a deputada distrital Silene da Saúde (Avante) abriu um recado duro e direto. Ela já tinha avisado na terça-feira. O Hospital Regional do Paranoá ficou sem empresa de alimentação. E o pior aconteceu.
Desde a meia-noite de ontem, a Vogue retirou seus utensílios do hospital. Não deu nenhuma satisfação aos trabalhadores, que continuam sem receber salário. No lugar, a empresa Máxima, que presta serviço no Hospital de Base, preparou a comida lá e levou para o Paranoá.
Ocorre que somente os pacientes teriam direito à alimentação. Mesmo assim, até as 8h40 da manhã, a maioria ainda não havia recebido o café da manhã. Os servidores que passaram a noite em plantão não tiveram direito ao desjejum. E, segundo informações, também não terão almoço nem jantar.
A Secretaria de Saúde esperava que a Justiça obrigasse a Vogue a manter o contrato emergencial. A Justiça indeferiu o pedido. Agora, a secretaria tenta, de forma improvisada, deslocar outras empresas para atender o hospital.
Silene da Saúde não poupou palavras nem perguntas:
“Se a senhora tivesse internado, ou fosse um parente seu internado, e desse o horário do café da manhã, que faz parte da terapêutica de recuperação, e até esse horário a senhora não tivesse tomado café da manhã, a senhora ficaria calada?
Se a senhora estivesse num plantão de 12 horas, saísse do plantão e fosse tomar o café da manhã sem ter nem um refeitório aberto, sem nenhuma satisfação, a senhora estaria calada?
Se a senhora chegar no hospital hoje para ser atendida e o atendimento estiver pior do que o normal, porque os profissionais tiveram que sair para se alimentar fora, a senhora ficaria calada?”
A cobrança é clara: a governadora precisa tomar uma decisão eficaz. Uma decisão que atenda os pacientes, pague os trabalhadores da Vogue e trate com respeito os servidores que estão ali trabalhando.
E o alerta final é ainda mais grave:
“Vou lhe avisar, governadora: vai acontecer nos outros hospitais também, porque todos estão na mesma situação de emergencialidade. Saúde é coisa séria, governadora. E de saúde eu entendo.”
A denúncia foi feita com antecedência. O tempo existia. O caos se instalou. E Silene da Saúde coloca a pergunta que a população do Distrito Federal também faz: até quando a gestão vai esperar o problema explodir para tentar resolver?
Veja o vídeo




