Em pronunciamento durante o Pequeno Expediente, Bia de Lima (PT) relatou a greve dos técnicos administrativos da educação em Goiânia. A paralisação teve início ontem, mas as atividades escolares não serão prejudicadas, uma vez que uma liminar judicial estipulou um mínimo de 70% do efetivo administrativo ativo nas unidades educacionais.
Durante a sessão desta tarde, 18, a parlamentar ressaltou a importância de transmitir à comunidade escolar o porquê da greve, após negociações fracassadas junto à Prefeitura de Goiânia. De acordo com ela, a proposta de reajustes devidos foi parcelada até 2030, o que não agradou à categoria. Os acertos a serem concedidos em agosto eram condição para suspender a paralisação, segundo a deputada.
“A proposta é muito débil. Ela não traz a recomposição da carreira, dos investimentos, da valorização das merendeiras, do pessoal da limpeza, do pessoal da secretaria”, argumentou ao citar o cenário de sobrecarga desses profissionais.
Por fim, Bia de Lima anunciou uma audiência no Tribunal de Justiça para discutir a greve ativa. A expectativa da petista é uma melhor compreensão do cenário por parte do prefeito Sandro Mabel (UB). “Investir na educação não pode ser visto somente como compra de equipamentos e materiais, [..] mas não investe nas pessoas. A educação, fundamentalmente, é feita por pessoas, para pessoas. Nesse sentido, valorizar os técnicos administrativos é fundamental”, encerrou.




