No Xadrez da Política, Gláucia do Arruda transforma dor em luta e mostra o caminho para proteger mulheres e famílias atípicas
No programa O Xadrez da Política, comandado pelo jornalista Edimilson Carvalho, a advogada e candidata a deputada federal Gláucia do Arruda (Avante – 7055) não falou apenas de propostas. Ela falou de cicatrizes que viraram escudo. Em uma participação marcada pela emoção e pela clareza, a candidata abriu as portas de sua história pessoal e mostrou por que o combate à violência contra a mulher e o apoio integral às famílias atípicas não são apenas bandeiras, são missão de vida.
Com três décadas de experiência no Direito, Gláucia relembrou o episódio mais sombrio: foi vítima de violência doméstica dentro de uma delegacia especializada. O local que deveria proteger tornou-se cenário de trauma. Em vez de se calar, ela transformou a dor em combustível.
“A Gláucia é uma sobrevivente de uma violência doméstica muito séria, muito grave […] que fez com que eu aprendesse através dessa forte dor o que eu posso fazer para acolher outras mulheres.”
A frase não é apenas depoimento. É declaração de guerra. Gláucia deixa claro: o ciclo da violência não atinge só a mulher. Atinge toda a família. Por isso, defende estruturas de acolhimento que vão além do atendimento pontual, redes permanentes de proteção, prevenção de novos traumas e assistência contínua.
“Quando a mulher sofre violência […] toda a família sofre a violência junto.”
O segundo pilar da conversa com Edimilson Carvalho veio de outra vivência íntima: a realidade das famílias atípicas. Convivendo com a neurodivergência e o espectro autista em casa, Gláucia sabe o que significa a luta diária de mães e pais que buscam atendimento multidisciplinar, terapias e suporte do Estado. Sua proposta é direta e concreta: descentralizar os serviços de saúde e criar centros de apoio completos em todas as regiões do Distrito Federal.
“O benefício, na verdade, é fazer com que essa mãe chegue em um local específico onde exista toda a rede de proteção do Estado a ser ofertada para ela.”
Não se trata de discurso genérico. É a voz de quem viveu a espera, a burocracia e a falta de estrutura, e agora quer mudar o jogo para quem vem depois.
Gláucia do Arruda chegou ao programa de Edimilson Carvalho não como candidata que repete slogans, mas como mulher que sobreviveu, advogada que conhece a lei na prática e mãe que sente na pele as dificuldades das famílias atípicas. Sua trajetória prova que a política pode ser mais do que disputa de poder: pode ser rede de proteção. E ela está disposta a levar essa luta até o Congresso.
Assista à entrevista completa aqui:



