Arruda segue firme na disputa ao governo do DF e confia em decisão favorável no TSE
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) mantém a candidatura ao governo do Distrito Federal e não será substituído. No prazo final para troca de candidatos, que termina nesta segunda (14/09), o partido decidiu que ele continua na disputa. A decisão conta com o respaldo do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do presidente regional da legenda, Paulo Octávio. “O PSD vai manter a candidatura”, afirmou Paulo Octávio.
A confirmação ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) ter indeferido, por unanimidade (5 a 0), o registro da candidatura de Arruda em 3 de setembro. A decisão se baseou na Lei da Ficha Limpa e nas condenações por improbidade administrativa ligadas à Operação Caixa de Pandora. O Ministério Público Eleitoral e outras impugnações argumentaram que as restrições permanecem vigentes, com contagem que, segundo o entendimento do tribunal, o impede de concorrer em 2026 (em alguns cálculos, até 2030).
A defesa de Arruda sustenta tese contrária: os processos decorrem do mesmo conjunto de fatos e o prazo de inelegibilidade deveria ser unificado a partir da primeira condenação colegiada, de julho de 2014. Por esse cálculo, a restrição já teria se encerrado (ou se encerraria antes das eleições). O relator no TRE-DF, no entanto, considerou as condenações autônomas e sem conexão suficiente para unificar os prazos.
Arruda recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto o processo estiver sub judice, ele pode continuar fazendo campanha, participando de debates, usando o horário eleitoral gratuito e tendo o nome na urna. A legislação eleitoral garante esses direitos até decisão definitiva.
O próprio candidato tem reforçado que não tem “plano B” e que irá “até o fim”. Em declarações recentes, classificou a decisão do TRE como “absurdo jurídico” e afirmou confiar que o TSE reverterá o indeferimento. “Não vou abaixar a cabeça nem abandonar Brasília”, disse após o julgamento regional.
O PSD e a coligação (PSD/Avante) optaram por não indicar substituto no prazo de 14 de setembro — limite de 20 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Com isso, Arruda permanece como o nome da legenda na disputa, mesmo com o imbróglio jurídico ainda pendente no TSE.
A situação mantém a candidatura ativa e sob julgamento. O desfecho final dependerá da decisão da Corte Superior.



