VÍDEO: Sebastião Coelho denuncia Bia Kicis e Michelle Bolsonaro por indicarem parentes como suplentes ao Senado e tem impulsionamento proibido pelo TRE-DF
A manobra foi exposta pelo candidato ao Senado pelo Novo, Sebastião Coelho. Em vídeo publicado nas redes sociais, Coelho revelou quem são os suplentes das adversárias e apresentou os seus: Ibi Batista e Coronel Leonardo, duas pessoas, segundo ele, altamente capacitadas e sem nenhum vínculo de parentesco.
No vídeo, Coelho foi direto: “Você sabia que eu fui censurado por uma candidata ao Senado por Brasília? Eu publiquei um vídeo explicando quem eram os suplentes de duas candidatas e mostrando os meus suplentes. Pois bem, uma candidata entrou no Tribunal Eleitoral e o meu vídeo foi retirado do ar.”
A denúncia de Sebastião Coelho mira Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL). Segundo os registros oficiais no TSE, Bia Kicis indicou o próprio filho, Samuel Kicis, como primeiro suplente, enquanto Michelle Bolsonaro registrou o irmão, Diego Torres, como primeiro suplente.
Na prática, a manobra delas significa que, caso as titulares assumam cargos no Executivo, os parentes poderiam ocupar as cadeiras no Senado sem terem recebido um único voto. É o que Coelho critica como a transformação de um mandato popular em um projeto de clã, enquanto ele afirma não ter nenhum parente como suplente.
É importante ressaltar que a indicação de parentes como suplentes de senador é permitida pela legislação eleitoral vigente. Não há proibição legal sobre o parentesco.
A reação à denúncia foi parar na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinou, em 17 de setembro de 2026, que Sebastião Coelho se abstenha de impulsionar o vídeo. A decisão foi da juíza Gilda Sigmaringa, que atendeu a pedido apresentado por Bia Kicis.
Na decisão, a magistrada considerou que o material individualiza nominalmente as adversárias, questiona a escolha dos suplentes e não apresenta propostas próprias do candidato. Determinou que Coelho se abstenha de contratar novo impulsionamento do mesmo conteúdo ou de material substancialmente equivalente, destinado predominantemente à divulgação de mensagem negativa contra Bia Kicis, em qualquer provedor de aplicação de internet. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 5 mil.
A restrição atinge apenas o impulsionamento pago. Coelho anunciou que republicará o vídeo sem patrocínio para que o eleitor conheça o conteúdo.
Para o candidato do Novo, a tentativa de silenciamento confirma o incômodo com a verdade. O caso escancara, segundo ele, a contradição do PL em Brasília: o partido que se apresenta como bastião contra o sistema reproduz a velha prática do apadrinhamento familiar.
A pergunta que fica, e que Coelho quer que o eleitor brasiliense responda, é ética, não legal: mesmo sendo permitido por lei, é aceitável que um filho ou um irmão herde uma vaga no Senado sem ter recebido um voto sequer?
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