Leila do Vôlei rejeita polarização: “Meu lado é de quem acorda cedo e faz conta no fim do mês”
Enquanto cresce nas pesquisas e consolida o segundo lugar na disputa pelo Senado no Distrito Federal, a senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei, denuncia uma ofensiva que mistura ódio, mentiras e intimidação física. Em um reel de propaganda eleitoral, a candidata à reeleição foi direta e dura:
“Política não é espaço para violência. E não, não vale tudo.”
Leila relata uma sequência de ataques nas redes sociais, onde tentam “detonar” e atingir sua honra, e nas ruas, onde enfrenta xingamentos, violência de gênero e situações em que quase foi agredida fisicamente. “Já foram situações claras de violência política e de gênero”, afirma. A ex-atleta olímpica, acostumada a “tomar muita pancada nas quadras”, diz que aceita crítica e cobrança. O que não aceita é ódio e intimidação disfarçados de política.
A tentativa de rotular e demonizar
Segundo a senadora, o padrão se repete: vasculharam sua vida em busca de qualquer deslize. Não encontraram. Então vieram as mentiras e as tentativas de enquadrá-la. “Leila é isso, é aquilo, é desse lado, Leila é do outro.” A estratégia, segundo quem acompanha a campanha, visa associá-la à esquerda para ativar o mesmo ódio seletivo que já se volta contra nomes progressistas. Leila, filiada ao PDT e com trajetória centrada em esporte, direitos das mulheres e defesa do DF, rejeita a armadilha.
A resposta dela é clara e impactante:
“Quer saber a real? O meu lado é o seu, que acorda cedo, que trabalha duro, que faz conta no fim do mês pra ver se o dinheiro vai dar.”
Essa frase resume o posicionamento que ela tem martelado: não é de um lado nem do outro do espectro ideológico. É do lado de quem vive a realidade concreta do Distrito Federal.
Cresce nas pesquisas e a pressão aumenta
As pesquisas mais recentes explicam a irritação dos adversários. No Datafolha de 22 a 24 de setembro, Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 22% e Leila do Vôlei (PDT) com 19%. No levantamento Quaest anterior, Michelle tinha 26% e Leila 19%, já em crescimento. Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) empatam em torno de 15%. Com duas vagas em disputa, Leila se consolida como uma das favoritas à reeleição. Quanto mais sobe, mais intensos se tornam os ataques.
A senadora não se intimida. “Se acham que vão me calar no grito, é porque não me conhecem. Eu vou continuar de cabeça erguida, defendendo o DF e as pessoas que confiam em mim. A minha resposta ao ódio é firmeza, coragem e mais trabalho.”
Uma mensagem que ecoa
O vídeo fecha com o bordão da campanha: “Um, dois, três. É Leila outra vez. Um, dois, três. Leila senadora.” O número 123, estampado na camiseta preta sob a camisa jeans, vira símbolo de resistência.
Leila do Vôlei transforma a denúncia em posicionamento político claro: a política não pode ser terreno de violência, de gênero ou de qualquer outro tipo. E quem tenta reduzi-la a rótulos ideológicos esbarra na biografia de uma mulher de família, trabalhadora e comprometida com o Distrito Federal.
Em tempos de polarização extrema, a mensagem que ela grava e espalha é simples e poderosa: não estou aqui para defender lado A ou lado B. Estou do lado de quem acorda cedo e luta para o dinheiro chegar até o fim do mês. E não vai se calar.
Confira:



