segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Alunos enviam 300 mensagens ao espaço no primeiro voo comercial brasileiro


Nanossatélites da UFMA levam cartas de crianças de Alcântara em lançamento do foguete Hanbit-Nano nesta sexta-feira (19).

Cerca de 300 mensagens produzidas por crianças da rede pública do Maranhão foram enviadas ao espaço às 15h34 desta sexta-feira (19). As cartas, escritas por alunos de Alcântara, estão a bordo do nanossatélite Pion BR2 Cientistas de Alcântara. Esse é um dos dois nanossatélites desenvolvidos pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançados na Operação Spaceward 2025.

Após adiamentos, o foguete sul-coreano Hanbit-Nano decolou do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), marcando o primeiro voo comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro. A iniciativa, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), busca aproximar comunidades quilombolas de Alcântara das atividades espaciais, tornando moradores e estudantes protagonistas da missão.

O Pion BR2 foi desenvolvido pela UFMA em parceria com a Agência Espacial Brasileira, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a startup Pion. As mensagens simbolizam a metáfora da “garrafa ao mar”. Além do aspecto educacional, a missão testa módulos nacionais de comunicação, energia, painéis solares e computador de bordo para fortalecer a indústria espacial brasileira.

O vice-coordenador do projeto, professor Alex Oliveira Barradas Filho, destacou a relevância da missão. Ele afirmou que ela demonstra como ciência, cultura e educação podem caminhar juntas, conectando tecnologias estratégicas às comunidades tradicionais. “Ver jovens de Alcântara participando diretamente da integração do satélite é um marco histórico e reforça o protagonismo local neste momento único para o país”, disse à FAB.

O outro nanossatélite, Jussara-K, desenvolvido no Laboratório de Eletrônica e Sistemas Embarcados Espaciais (Labesee) da UFMA, incorpora tecnologias nacionais. Sua missão principal é coletar dados ambientais para identificar focos de queimadas e testar módulo de inteligência artificial em ambiente espacial.

Ambos os satélites foram projetados e integrados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores do laboratório, com apoio da Agência Espacial Brasileira e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para Eduardo Bezerra, coordenador do SpaceLab da Universidade Federal de Santa Catarina, a participação representa um marco histórico. “Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, afirmou.

O coordenador do projeto pela UFMA, professor Carlos Brito, enfatizou a proximidade geográfica com o centro de lançamento. “É um desafio pelo alto nível de complexidade envolvida na integração de vários sistemas, além de ser uma oportunidade de estar em um evento histórico para o Programa Espacial Brasileiro. É uma grande honra e um orgulho para os pesquisadores, alunos e toda comunidade envolvida”, disse à FAB.

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