A sessão ordinária da tarde desta quarta-feira, 25, realizada de forma presencial no Plenário Iris Rezende, foi marcada pela abordagem de uma série de tópicos tanto no Pequeno Expediente quanto na Ordem do Dia. Na abertura dos trabalhos, foi lido o projeto da Governadoria que extingue a cobrança do Fundeinfra. O processo foi encaminhado para análise na Comissão Mista, reunião esta que ocorreu após às 18 horas.
Taxa do agro é um dos temas do Pequeno Expediente
No Pequeno Expediente, o deputado Clécio Alves (Republicanos), primeiro a se manifestar, voltou a criticar o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, enfatizando ter protocolado, junto à Câmara Municipal, pedido de impeachment do mandatário.
Em seguida, o deputado Paulo Cezar (PL) comentou o cenário eleitoral em Goiás e falou de repercussão do anúncio de sua mudança de partido – o deputado já havia anunciado que retornará ao Movimento Brasil Democrático (MDB), partido que integrou no início da sua trajetória política. Ele apontou o legado de grandes políticos goianos como uma das razões para mudar de agremiação.
A parlamentar petista, Bia de Lima, se disse contente em poder votar o fim da “taxa do agro” e projeto que cancela multas a produtores rurais relacionadas à Guia de Trânsito Animal (GTA). Ressaltou ainda que seguirá demandando o fim do desconto de 14,25% para servidores aposentados.
Amauri Ribeiro (UB) contestou a fala da deputada. Sobre os idosos, evocou casos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sobre a “taxa do agro”, disse ser “uma grande felicidade ver isso extinto, inclusive para o governador Caiado. Mas vamos comparar com o que o PT tem feito pelo agro. O Plano Safra só existe no papel”, declarou.
Cristóvão Tormin (PRD) falou da moção de repúdio à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que apresentou por causa do aumento de preços das passagens dos ônibus no Entorno do Distrito Federal. Como alternativa, propôs a criação de um consórcio envolvendo os governos federal, de Goiás e do Distrito Federal.
Já o deputado Virmondes Cruvinel (UB), a seu turno, se solidarizou com os cidadãos do município de Jussara, que nos últimos dias vêm sofrendo com temporais e enchentes. “Várias famílias perderam seus lares, [há] pessoas desabrigadas”, contextualizou, relatando que, com o presidente Bruno Peixoto (UB), mobilizou autoridades para ajudar a população prejudicada.
Deputados comentam cenário político estadual e federal
Na Ordem do Dia, Major Araújo (PL) relatou estar sendo processado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). O processo, disse, se deve a uma crítica feita por Araújo em seu podcast quanto à candidatura de Caiado à Presidência da República. O deputado, além disso, defendeu que o PL lance candidatura independente ao Governo goiano.
Ao retornar ao púlpito, Clécio Alves se disse solidário à Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, criticada desde que anunciou a sua desfiliação ao MDB e filiação ao PL. Alves ressaltou ter sido filiado ao MDB durante 17 anos para ficar próximo de Iris Rezende e afirmou que seguirá sendo “irista” em qualquer partido que esteja.
Paulo Cezar, na sua segunda fala, cobrou agilidade nos trâmites para a compra de uma ambulância para o município de Iporá.
Amauri Ribeiro reforçou suas críticas ao Governo Federal, acusando a atual gestão de ser “recordista nos gastos do cartão corporativo” e ressaltando o movimento Acorda Brasil, que é da direita do espectro político e terá evento nacional no dia 1º de março.
Saneago e atuação do Governo Estadual dominam parte final da sessão
Os deputados Mauro Rubem (PT) e o líder do Governo na Alego, Talles Barreto (UB), discordaram sobre o significado da possível parceria público-privada envolvendo à Saneago, tema de audiência pública realizada ontem no legislativo estadual. Rubem afirmou que esse tipo de parceria significa privatização, posicionamento contestado por Barreto, que afirmou que a empresa continuará sendo estatal.
O petista afirmou que a Saneago atende 98% da população goiana, levando água tratada a 216 municípios e atendendo três a cada quatro com rede de esgoto, dados que demonstrariam a capacidade de universalização do atendimento no prazo de até 10 anos, conforme previsto em leis sobre o tema. Barreto declarou que a oposição a “sofre de dor de cotovelo” pelas conquistas alcançadas pela situação, como o cancelamento de multas a produtores rurais
Antônio Gomide (PT) ecoou o ponto de vista do seu colega de partido e mencionou a privatização da Companhia Energética de Goiás (Celg) como um caso problemático. “Tanto faz se for Celg, Enel, Equatorial, a população, o agropecuarista e o cidadão comum têm reclamado, ao passo que se a gestão estivesse nas mãos do Estado, como um serviço social, pelo menos os deputados poderiam fazer um debate para valorizar a companhia”, sustentou.



