O cenário político no Distrito Federal escancara uma crise interna no PRD. Sem espaço nas candidaturas de José Roberto Arruda e Celina Leão, integrantes da legenda já admitem que terão de escolher entre apoiar Paula Belmonte ou migrar para campos mais à esquerda.
Com o “jogo na mesa” e as articulações em ritmo acelerado, cresce a percepção de que o partido, sob o comando de Lucas Kontoyanis, pode perder relevância nos próximos dias. Nos bastidores, há quem avalie que a legenda pode acabar sendo direcionada à campanha de Paula Belmonte — movimento visto por parte dos filiados como uma aposta de baixa viabilidade eleitoral.
A crise se agravou após uma mudança brusca de postura. Até então aliado de Arruda e declarando apoio ao candidato que lidera as pesquisas, o PRD, por meio de integrantes próximos à direção, cometeu — na avaliação de interlocutores — um erro estratégico ao orquestrar ataques a partidos aliados, provocando desgaste político e rompimento de confiança.

Após a divulgação da matéria “CRISE NO PRD: Partido está suspenso por falta de prestação de contas e pré-candidatos temem ficar fora das eleições de 2026”, nomes ligados à própria legenda passaram a se posicionar publicamente. Parte dos pré-candidatos afirma que seguirá com Arruda, enquanto outros já estudam deixar o partido. O principal motivo é a rejeição a qualquer imposição interna que os transforme em “massa de manobra”.
A insatisfação também é alimentada pela federação com o Solidariedade, que deve assumir o comando político e o controle dos recursos partidários no DF. A nova configuração tem gerado desconforto tanto entre pré-candidatos quanto dentro da própria direção regional do PRD, ampliando o risco de esvaziamento da legenda nos próximos dias.
Diante do agravamento da crise, a direção do PRD convocou uma reunião de emergência para tratar do futuro do partido.
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