Ao fazer uma abordagem sobre sua atuação, a professora Brandina Fátima Mendonça de Castro Andrade, sabatinada para recondução ao Conselho Estadual de Educação (CEE), ela pontuou que atua a 36 anos na Universidade Estadual de Goiás (UEG), atuando como professora e educadora.
Economista de graduação, Brandina ressaltou que está no conselho concluindo seu segundo mandato e apontou sua contribuição à entidade. Após realizar cursos na área de direito educacional, ela ressaltou que sua proposta é seguir as legislações instituídas, realizando corretamente as normas do Ministérios da Educação (MEC).
“Gosto de ser professora e estar com os alunos. O que faz uma escola mover e funcionar são os estudantes e trabalho muito com legislação educacional, mesmo antes de entrar na universidade que hoje estou. Sempre estive com um pé na sala de aula e um pé na gestão da universidade. Gosto de trabalhar com o processo e atendimento a alunos. Penso que tenho contribuído no conselho com o aspecto de dominar a legislação educacional.”
Ao ser indagada pelo presidente do colegiado sobre a demanda relacionadas a alunos especiais que necessitam de professores de apoio, a professora discorreu sobre a atuação do colegiado em relação ao tema. “O conselho tem a Câmara de Legislação e Normas, e um grande número de processos analisados são denúncias de problemas de inclusão. E analisamos esses processos não de forma geral, mas cada processo com uma análise específica”, frisou.
Na sequência, o deputado Amauri Ribeiro (PL) questionou a indicada se ela era favorável à educação cívica militar e se ela concordava “com a divulgação de livros com teor pornográfico”, na rede de ensino goiana. Ao responder o parlamentar, Brandina Fátima se posicionou favorável as escolas militares e afirmou que as instituições cumprem um papel importante na educação de jovens. Ao responder sobre o livro “O Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório, a indicada afirmou ao deputado que não teve a oportunidade de ler a obra.
A deputada Bia de Lima (PT) não fez indagações à professora, mas parabenizou a atuação dela no conselho. “Um trabalho sério, que não faz distinção de pessoas, credos, pensamentos e das pluralidades, pois este é o caminho da academia, do conhecimento e do avanço da ciência”, observou.
O deputado Mauro Rubem (PT) também fez uso da palavra e se posicionou contra medidas de proibição à materiais didáticos. “Queremos que o conselho seja fortalecido, pois não existe conhecimento com pensamento único, mas com pluralidade. Então, conte conosco”, destacou.
O deputado Ricardo Quirino (Republicanos) também fez contribuições na sabatina e externou sua preocupação com uma educação que possa “visualizar e alcançar pessoas que buscam a educação”. Ele falou, ainda, que a indicação da professora Brandina levará tranquilidade na condução dos trabalhos.
Em suas considerações finais, Brandina falou sobre seu amor à profissão. “Fiquei sete anos no conselho, enfrentando duas eleições em que fui muito bem eleita. Tenho convicção que dei muita transparência no conselho. Eu levei informações, trouxe informações e defendi o conselho quando foi necessário. Então, acredito que tenha contribuído, defendo a educação pública e privada, defendo o ensino e toda a infraestrutura que a educação oferece à sociedade”, encerrou.
Após a sabatina, a indicação da professora para recondução ao cargo foi colocada em votação e aprovado pela unanimidade dos presentes.



