quinta-feira, abril 23, 2026
InícioGOMembros da CCJ sabatinam e aprovam o nome de indicada ao Conselho...

Membros da CCJ sabatinam e aprovam o nome de indicada ao Conselho Estadual de Educação em reunião nesta quinta-feira, 23


A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou, na manhã desta quinta-feira, 23, reunião para a sabatina de indicada ao Conselho Estadual de Educação (CEE), conforme o processo legislativo nº 62/26, encaminhado pelo Poder Executivo. A reunião foi conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Amilton Filho (MDB).

Na abertura dos trabalhos, o parlamentar destacou o cumprimento do rito constitucional e convidou para compor a mesa o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Antônio Cruvinel; o presidente do CEE, Jaime Ricardo; e a sabatinada, professora Brandina Fátima Mendonça de Castro Andrade. O presidente explicou o procedimento da sabatina, com apresentação inicial da indicada, seguida de questionamentos por parte dos deputados.

Durante sua exposição, Brandina Andrade apresentou sua trajetória acadêmica e profissional, destacando mais de três décadas de atuação no ensino superior, especialmente na Universidade Estadual de Goiás (UEG), onde atua como docente efetiva na área de economia e gestão. A indicada ressaltou sua experiência na área de legislação educacional e sua atuação no próprio Conselho Estadual de Educação, onde já exerce mandato como representante docente. Segundo ela, sua proposta de atuação no colegiado é pautada pelo cumprimento rigoroso da legislação, como forma de garantir segurança e qualidade nas decisões.

A sabatina foi marcada por questionamentos dos parlamentares sobre temas relacionados à educação no Estado. O primeiro ponto de debate foi levantado pelo próprio presidente da CCJ, Amilton Filho, que trouxe preocupações relacionadas à inclusão escolar. O deputado relatou demandas recebidas de pais e gestores sobre a insuficiência de profissionais de apoio nas escolas e criticou a adoção de critérios padronizados para situações distintas. “Não podemos enxergar essas crianças de forma fria. Às vezes, com o mesmo diagnóstico, elas têm necessidades completamente diferentes dentro da sala de aula”, pontuou.

Em resposta, a professora reconheceu a complexidade do tema e afirmou que o conselho tem enfrentado um volume significativo de processos relacionados à inclusão. Segundo ela, a análise não é feita de forma genérica. “Cada processo tem uma análise específica. Às vezes há excepcionalidade, às vezes não. O conselho tem tentado cuidar disso caso a caso”, explicou, acrescentando que há recomendações recorrentes para a presença de profissionais de apoio sempre que necessário.

Na sequência, o deputado Amauri Ribeiro pediu a palavra e iniciou sua intervenção questionando a indicada sobre temas ligados ao conteúdo pedagógico e à atuação do conselho diante de denúncias em escolas. O parlamentar citou episódios envolvendo materiais didáticos com, segundo ele, conteúdo inadequado, e cobrou uma postura mais firme do colegiado. “Espero que a senhora seja uma defensora das nossas crianças e dos princípios dentro da escola”, afirmou.

O deputado também questionou diretamente a posição da indicada em relação aos colégios cívico-militares. Em resposta, Brandina Andrade afirmou que essas instituições “cumprem o papel para o qual foram criadas” e ressaltou que o conselho atua para garantir que seus regimentos estejam adequados à legislação educacional. Sobre denúncias envolvendo materiais didáticos, a professora reiterou que o conselho atua mediante análise técnica de cada caso. “Quando chega uma denúncia, nós analisamos aquela situação específica, chamamos a escola e buscamos resolver”, disse.

Ainda durante a interação, Amauri Ribeiro voltou a insistir na necessidade de acompanhamento mais rigoroso de conteúdos utilizados nas escolas, mencionando casos que, segundo ele, teriam gerado repercussão no Estado, e solicitou que a conselheira aprofundasse o conhecimento sobre esses episódios.

Por sua vez, a deputada Bia de Lima (PT) fez uma manifestação em tom distinto, destacando o currículo e a experiência da indicada. A parlamentar ressaltou a importância de um conselho pautado pela técnica e pela pluralidade. “O caminho da educação é o caminho do conhecimento, da ciência e da diversidade de ideias”, afirmou, acrescentando que a atuação da professora no colegiado tem sido marcada pelo rigor na análise dos processos e pelo respeito à legislação.

Bia de Lima também destacou o papel institucional da CCJ nas sabatinas e a tradição da Casa em avaliar indicações com base em critérios técnicos. A deputada elogiou o trabalho do Conselho Estadual de Educação e a contribuição da Universidade Estadual de Goiás na indicação da docente.

Durante o debate, o presidente do Conselho Estadual de Educação, Jaime Ricardo, também se manifestou para reforçar o papel técnico do colegiado. Ele destacou que as decisões do CEE são fundamentadas na legislação e em análises processuais, ressaltando que o órgão não atua de forma generalizada, mas a partir de casos concretos. Jaime enfatizou ainda que o conselho tem buscado equilibrar o cumprimento das normas com as demandas crescentes da rede de ensino, especialmente em temas como inclusão e regulação pedagógica.

O deputado Mauro Rubem (PT) utilizou a palavra para defender uma abordagem mais ampla sobre a educação, ressaltando a importância de políticas públicas que garantam inclusão com qualidade e respeito à diversidade. O parlamentar destacou que o debate não deve ser reduzido a casos isolados, mas sim orientado por princípios constitucionais e pelo direito à educação. Ele também reforçou a necessidade de valorização dos profissionais da educação e de fortalecimento das instituições públicas de ensino.

Já o deputado Ricardo Quirino (Republicanos) contribuiu com questionamentos voltados à atuação prática do conselho, especialmente no acompanhamento das demandas da rede educacional. O parlamentar destacou a importância de que o colegiado atue de forma próxima às escolas e aos gestores, garantindo efetividade nas decisões e maior agilidade na análise dos processos, sobretudo em temas sensíveis como inclusão e estrutura pedagógica.

O processo de indicação foi encaminhado pelo governador Ronaldo Caiado à Alego para cumprimento de mandato de quatro anos no CEE, na condição de representante da Universidade Estadual de Goiás.

Encerradas as manifestações e não havendo novos questionamentos, a matéria foi colocada em votação e aprovada por unanimidade pelos deputados presentes, concluindo a etapa de sabatina no âmbito da CCJ.

Além da sabatina, a CCJ também apreciou e aprovou, durante a reunião, o parecer favorável ao projeto de resolução de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto (UB), nº 6762/26, que institui o “Certificado Mestre Bimba”. A proposta tem como objetivo homenagear pessoas que se destacam na promoção, valorização, preservação e difusão da capoeira, da cultura afro-brasileira e de ações de inclusão social por meio de práticas culturais no Estado de Goiás.

De acordo com o texto, a honraria deverá ser entregue anualmente, preferencialmente em 23 de novembro, data de nascimento de Mestre Bimba, em sessão solene realizada na sede do Parlamento estadual.



Source link

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments