O partido Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem entre seus objetivos para a próxima legislatura disputar com o PL a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A legenda projeta alcançar uma bancada de 14 a 16 deputados e, com isso, estar entre as maiores bancadas da Casa, se cacifando para tentar o comando do Legislativo estadual.
Atualmente, o Republicanos tem 9 deputados estaduais em São Paulo. Já o PL, a maior bancada da Alesp, tem 21 deputados e, desde o início do mandato de Tarcísio, tem a presidência da Casa, com André do Prado. O pupilo de Valdemar Costa Neto é pré-candidato ao Senado.
Lideranças do Republicanos em São Paulo projetam que o PL pode não repetir o quantidade de cadeiras que fez na última eleição, uma vez que o cenário agora é outro: com Jair Bolsonaro preso e inelegível, o presidenciável da legenda desta vez é Flávio Bolsonaro, que vê a pré-candidatura mergulhada em uma crise após a revelação das relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master.
Além disso, outro cabo eleitoral importante na última eleição, mas que não deve cumprir o mesmo papel no pleito deste ano, é Eduardo Bolsonaro. Em 2022, o “filho 03” conseguiu eleger aliados como Paulo Mansur (PL), Lucas Bove (PL) e Gil Diniz (PL), este último já em segundo mandato.
Neste ano, porém, Eduardo é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) e deve permanecer no “autoexílio” nos Estados Unidos durante a campanha eleitoral. Caso não se torne inelegível, o ex-deputado será o primeiro suplente da chapa de André do Prado ao Senado.
Nomes cotados
Nos cálculos de membros do Republicanos, se o PL diminuir de bancada e o partido de Tarcísio alcançar a casa de 14 cadeiras, a legenda poderá reivindicar a presidência. Entre os nomes citados, está Gilmaci Santos, pastor evangélico e líder do governo na Alesp. O ex-policial federal Danilo Campetti, considerado um dos deputados mais próximos de Tarcísio, de quem foi segurança pessoal na última campanha, também é considerado nas conversas, caso seja eleito.
Já lideranças do PL enxergam com ceticismo a chance de o partido perder o comando da Alesp, mas entendem que, para se manter no posto, a sigla precisa garantir novamente a maior bancada da Casa. Entre as possibilidades, estão os deputados Alex de Madureira, que é próximo de André do Prado, e Oséias de Madureira, que recentemente trocou o PSD de Gilberto Kassab pelo PL.
Aliados de Kassab afirmam que o dirigente partidário também pensa na presidência da Alesp, principalmente após fazer saltar o tamanho de sua bancada ao filiar ao PSD, na última janela partidária, seis dos oito deputados estaduais que estavam no PSDB. Com isso, o PSD passou a ter 11 cadeiras, se transformando na terceira maior bancada. As duas primeiras são do PL (21 deputados) e PT (17 deputados).



