Belo Horizonte – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que vem liderando as pesquisas para o governo de Minas Gerais em 2026, também aparece entre os nomes mais rejeitados pelo eleitorado do estado. Se junta a ele o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que ocupa a primeira posição no ranking de desaprovação do eleitorado mineiro.
Levantamento Real Time Big Data divulgado nessa quinta-feira (21/5) mostra que 43% dos eleitores mineiros dizem que não votariam em Alexandre Kalil. O índice é praticamente o mesmo do senador Cleitinho, que registra 42% de desaprovação no estado.
Os números mostram um cenário ainda aberto na disputa mineira. Embora apareça isolado na dianteira dos levantamentos de intenção de voto divulgados até agora, Cleitinho também concentra resistência elevada entre parte do eleitorado, o que pode ser um problema num eventual segundo turno.
O senador ainda não confirmou oficialmente se será candidato ao Palácio Tiradentes em 2026. No entanto, seus discursos públicos têm ganhado tom eleitoreiro e estão cada vez mais alinhados a uma possível candidatura.
Conforme mostrou o Metrópoles na coluna da Andreza Matais, integrantes do Republicanos passaram a cogitar até mesmo uma eventual candidatura presidencial de Cleitinho após desgastes recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no campo da direita.
Já Kalil vive um momento diferente do cenário de 2022, quando disputou o governo contra Romeu Zema (Novo). Na época, o pedetista tinha mais destaque nas pesquisas, enquanto aparece hoje com desempenho menos competitivo, mas segue como o nome mais rejeitado entre os testados pelo instituto.
Os percentuais
A pesquisa Real Time Big Data mostra Kalil com 43% de rejeição e Cleitinho com 42%.
Na sequência aparecem o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 35%, e o atual governador do estado, Mateus Simões (PSD), com 26%.
A candidatura de Pacheco ainda é indefinida. Ele chegou a ser ventilado como o prinicipal nome para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais, mas a relação esfriou. A decisão final está condicionada a uma reunião entre o petista e o senador, que ainda não tem data para ocorrer.
Já Simões confirma ser pré-candidato, mas corre contra o tempo para ampliar o reconhecimento entre os mineiros. Assim como Kalil, ele também não tem desempenho competitivo nas pesquisas de intenção de voto no estado.
Na lista de rejeição em Minas Gerais ainda aparecem Flávio Roscoe (PL), com 20%; Gabriel Azevedo (MDB), com 19%; Ben Mendes (Missão), com 13%; e Túlio Lopes (PCB), com 12%. Todos eles também tiveram baixa intenção de voto nos últimos levantamentos divulgados no estado.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores mineiros entre os dias 19 e 20 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.







