segunda-feira, maio 25, 2026
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Encurralada: Celina privatiza o BRB e perde a eleição ou assiste ao banco quebrar

Crise bilionária do BRB coloca Celina Leão no maior dilema político do seu governo. Segundo reportagem de Lauro Jardim, de O Globo, governadora resiste à privatização por medo do desgaste eleitoral, mesmo diante do avanço da crise financeira que ameaça o futuro do banco público de Brasília.

A crise do BRB deixou de ser apenas um problema financeiro e virou um enorme pesadelo político para a governadora Celina Leão. Nos bastidores do Governo do Distrito Federal, a avaliação é cada vez mais clara: a situação do banco chegou a um ponto em que não existe saída fácil.

De um lado, cresce a pressão para privatizar o BRB como forma de evitar um agravamento ainda maior da crise. Do outro, Celina teme o impacto eleitoral que uma privatização poderia causar em ano de reeleição.

Segundo reportagem do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a governadora chegou a mandar fazer pesquisas internas sobre o tema. O resultado teria acendido o alerta no Palácio do Buriti: privatizar o BRB poderia custar a eleição de 2026.

O problema é que manter o banco sob controle do GDF também virou um risco gigantesco.

Após a explosão do escândalo envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, o BRB passou a enfrentar uma das maiores crises da sua história. Vieram à tona operações bilionárias envolvendo compra de carteiras de crédito e ativos considerados de alto risco, muitos deles chamados no mercado de “papéis podres”.

Relatórios divulgados pela imprensa mostram operações que superam R$ 40 bilhões em negociações ligadas ao caso Master. O banco passou a enfrentar necessidade de provisões bilionárias, venda de ativos, busca por investidores e tentativas emergenciais de recuperação financeira.

Nos bastidores econômicos, cresce a avaliação de que o Distrito Federal sozinho teria enorme dificuldade para salvar o BRB sem ajuda externa. O temor é que novos aportes públicos acabem comprometendo ainda mais as contas do DF.

A situação criou uma verdadeira armadilha política para Celina Leão.

Se privatizar o BRB, a governadora pode enfrentar desgaste pesado junto à população, já que o banco sempre foi tratado como patrimônio dos brasilienses. Se não privatizar, cresce o risco de agravamento da crise financeira e aumento da pressão sobre o governo.

Enquanto isso, a oposição intensifica ataques e cobra explicações sobre quem autorizou as operações que mergulharam o banco nessa crise bilionária.

O caso ganhou repercussão nacional e passou a atingir diretamente a imagem do governo Ibaneis/Celina. Afinal, as operações ocorreram durante a gestão dos dois, período em que o BRB era apresentado como símbolo de modernização e eficiência.

Agora, o discurso mudou.

Nos bastidores políticos do DF, o sentimento é de que Celina entrou em um verdadeiro xeque-mate: privatizar pode destruir seu projeto eleitoral; não privatizar pode deixar em suas mãos a responsabilidade pelo colapso do maior banco público de Brasília.

 

Fontes: O Globo – Coluna Lauro Jardim, UOL Economia, CNN Brasil, Estado de Minas, Veja, Banco Central do Brasil, Reportagens sobre Operação Compliance Zero e liquidação do Banco Master

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