terça-feira, maio 26, 2026
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A Igreja Adventista do Sétimo Dia dá um exemplo de integridade em tempos de mercantilização e politização da fé

Em um cenário político brasileiro marcado pela mistura indevida entre púlpito e palanque, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tomou uma posição firme e corajosa. Em maio de 2026, a Divisão Sul-Americana da denominação aprovou o documento oficial “Os Adventistas e a Política”,  para reforçar a neutralidade institucional e proteger a santidade do espaço religioso e do púlpito.

Enquanto pastores de diversas denominações transformam cultos em palanques e tratam fiéis como “bloco de votos” negociável, os adventistas escolhem o caminho da integridade: preservam o altar e defendem a liberdade de consciência.

O que determina o documento oficial

(Documento votado em maio de 2026 pela Comissão Diretiva Plenária da Divisão Sul-Americana)

O texto é claro e objetivo. Entre os principais pontos:

Proíbe pastores, obreiros, líderes e membros de fazerem campanha política dentro de templos, sedes, escolas, hospitais ou qualquer instituição adventista.

Exige que membros candidatos se afastem de funções de liderança na igreja local durante o período de campanha.

Determina que pastores, obreiros e funcionários que quiserem se candidatar ou atuar em atividades políticas (assessorias, propaganda etc.) devem se desvincular da organização adventista. Pastores jubilados com credencial especial têm a credencial suspensa durante o envolvimento.

A igreja, como instituição, é apartidária: não apoia candidatos, não permite uso de dízimo ou recursos oficiais em campanhas, nem autoriza propaganda política em seus espaços ou mídias.

“Não terás outros deuses diante de mim”

O documento não proíbe os membros de votarem ou participarem da vida pública. Pelo contrário: incentiva a cidadania responsável e o voto consciente. O que ele rejeita é a transformação da fé em ferramenta eleitoral e a criação de ídolos políticos.

Como ensina a Bíblia, a confiança e a esperança do cristão devem estar depositadas exclusivamente em Cristo, e não em príncipes ou candidatos. Em um país onde muitos fiéis são tratados como rebanho eleitoral, essa orientação soa como um chamado à maturidade espiritual.

Um farol de sanidade

Enquanto parte do evangelicalismo brasileiro se entrega ao jogo do poder, trocando influência espiritual por proximidade com governantes, a Igreja Adventista reafirma seu compromisso histórico com a separação entre Igreja e Estado. Não por indiferença, mas por fidelidade à missão de preparar um povo para a volta de Jesus.

Essa iniciativa merece reconhecimento. Em tempos de polarização, fake news religiosas e mercantilização da fé, a Adventista levanta a bandeira da neutralidade institucional sem cair no silêncio. Ela diz aos seus membros: “Sejam sal e luz na sociedade, exerçam a cidadania com integridade, mas nunca confundam o Reino de Deus com nenhum reino deste mundo.”

Que outras denominações sigam esse exemplo de coragem e priorizem a pureza do evangelho acima de agendas terrenas.

Que o altar permaneça santo. 

E que nenhum político ocupe o lugar que pertence somente a Cristo.

Documento completo – acesse aqui: [https://institucional.adventistas.org/pt/documentos/os-adventistas-e-a-politica/](https://institucional.adventistas.org/pt/documentos/os-adventistas-e-a-politica/)

 

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