O deputado Amauri Ribeiro (PL) manifestou descontentamento com uma recente operação da Polícia Federal. O parlamentar relatou, em pronunciamento na Ordem do Dia da sessão ordinária desta quarta-feira, 29, o caso de um cidadão que teria sido compelido a retirar uma faixa de protesto da sacada de seu imóvel, mesmo sem a citação direta de nomes. Para Ribeiro, tal episódio sinaliza um cerceamento da liberdade de expressão e uma tentativa de intimidação contra cidadãos que desejam manifestar sua indignação política, questionando a plenitude do Estado Democrático de Direito no país diante de intervenções em propriedades privadas.
O parlamentar também direcionou críticas ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias, em virtude de sua indicação para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Ribeiro relembrou episódios de 2016 e apontou o que considera omissões na gestão da AGU, citando a manutenção de sigilos sobre honorários e a fiscalização de sindicatos. Além disso, o deputado acusou o Governo de institucionalizar mecanismos de controle de discurso na internet, afirmando que tais medidas, sob o pretexto de combater desinformação, na verdade, configuram um sistema de censura contra opositores de direita.
Por fim, Ribeiro expressou preocupação com as pautas ideológicas defendidas por indicados do atual Governo Federal, citando especificamente posicionamentos favoráveis ao aborto. Ele argumentou que as escolhas para tribunais superiores ignoram critérios técnicos em favor de afinidades pessoais e ideológicas, o que comprometeria a imparcialidade da Justiça. O deputado concluiu alertando a imprensa sobre os riscos de restrições futuras e criticou a parcela do eleitorado que, segundo ele, apoia a atual gestão mesmo diante de crises institucionais e econômicas.



