A situação da saúde pública no Distrito Federal volta a ser alvo de severas críticas por parte da população.
Um episódio recente registrado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e divulgado amplamente pela página de jornalismo comunitário “Ceilândia Muita Treta” expôs o drama vivido pelos usuários da rede: uma idosa em meio a uma crise de hipertensão grave desmaiou no chão da unidade e, segundo as denúncias de testemunhas, teria aguardado *por mais de 10 minutos* até receber o devido socorro médico.
De acordo com as informações publicadas, a paciente portava uma pulseira laranja, protocolo que indica classificação de risco com prioridade e urgência no atendimento. Para agravar o apelo da situação relatada por quem estava no local, a idosa estava acompanhada por seu neto, um adolescente com identificação de pessoa com deficiência.
Atendimento sob Clima de Protesto na Recepção
O relato aponta que a equipe do hospital só teria prestado socorro após uma forte reação de indignação das pessoas que aguardavam na recepção. Conforme divulgado pela página de denúncias, os cidadãos presentes começaram a filmar a cena com seus celulares em sinal de protesto.
“Ela só foi atendida minutos depois, quando os outros pacientes começaram a gravar”, diz a publicação original da página comunitária, sugerindo que a pressão dos usuários foi o estopim para a intervenção da equipe de plantão.
Nas redes sociais, internautas que afirmam ter presenciado o ocorrido manifestaram revolta com o andamento do fluxo de atendimento:
“Presenciei a cena e foi desesperador. Só apareceram para ajudar quando os outros pacientes começaram a gravar!!!”
“Misericórdia, Senhor… uma criança especial tendo que acompanhar uma idosa e, mesmo assim, ninguém socorre a senhora?”
Cobrança por Respostas e Responsabilidade Administrativa
Este episódio no HRC se soma a uma série de reclamações crônicas que a comunidade local faz sobre a falta de médicos, a lentidão na triagem e o visível esgotamento das estruturas hospitalares no DF. Diante desse cenário, lideranças e moradores apontam a responsabilidade política para a atual chefe do Executivo local, Celina Leão, cobrando que o governo assuma o controle da crise sanitária.
A ocorrência de episódios dessa gravidade em uma unidade pública de saúde levanta questionamentos urgentes sobre a eficiência da gestão e a aplicação dos recursos públicos. A população de Ceilândia e de todo o Distrito Federal não busca culpados pontuais, mas sim uma mudança estrutural imediata que devolva a dignidade e o direito constitucional à saúde para todos os cidadãos.
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