terça-feira, agosto 4, 2026
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Coronel da PMDF bloqueou R$ 1 milhão de empresa que não pagou propina


O coronel reformado Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, ex-chefe do Departamento de Logística e Finanças (DLF) da Polícia Militar do Distrito Federal, foi preso nesta segunda-feira (3) em uma chácara no Entorno do DF. Ele havia sido condenado a 54 anos, 6 meses e 12 dias de prisão por cobrança de propina e estava foragido desde 2022.

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Segundo os autos, o coronel comandava um esquema de extorsão que condicionava a liberação de pagamentos de empresas prestadoras de serviço ao pagamento de vantagem indevida. Empresários que faziam manutenção de viaturas da PMDF eram pressionados a pagar entre 10% e 15% dos valores devidos. Uma das empresas chegou a ter mais de R$ 1 milhão retido após o proprietário se recusar a pagar a propina.

As cobranças não eram feitas diretamente pelo coronel, mas por intermediários civis, entre eles o cunhado Rogério Gomes Amador e Clayton Gonçalves Sperandio. Quando o empresário recusava o pagamento, o militar ordenava o bloqueio dos créditos referentes a serviços já prestados. A liberação ocorria de forma imediata assim que o “acordo” era aceito.

A empresa da principal vítima mantinha contrato para manutenção de 346 viaturas da corporação. Em determinado período, 40 viaturas ficaram paradas no galpão aguardando autorização do DLF. Para manter a empresa funcionando, a família do empresário precisou vender bens pessoais e demitir funcionários. Os valores comprovadamente pagos em propina somaram R$ 39,1 mil.

 

O coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues bloqueou mais de R$ 1 milhão de empresa de manutenção de viaturas que se recusou a pagar propina e foi preso após anos foragido.

A condenação transitou em julgado em junho de 2025 pelos crimes de concussão e associação criminosa. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF a partir de investigação da 2ª Promotoria de Justiça Militar e do Gaeco. A Justiça considerou que o militar, como único ordenador de despesas, provocava o “estrangulamento financeiro” das empresas.

A prisão foi cumprida em operação integrada entre a PM de Goiás e o Centro de Inteligência da PMDF. O militar foi localizado em sua fazenda, na região de Girassol (GO). Com ele, a polícia encontrou três armas. A PMDF informou que o oficial foi submetido a Conselho de Justificação, que recomendou sua exclusão da corporação, mas a perda do posto e da patente ainda depende de decisão do Tribunal de Justiça do DF.

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