segunda-feira, maio 25, 2026
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Dr. George Morais quer instituir data comemorativa para mulher do agronegócio


Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 8898/26, que institui em Goiás o Dia da Mulher do Agronegócio. De autoria do deputado Dr. George Morais (MDB), a proposta estabelece a celebração anual da data em 6 de maio e sua inclusão no Calendário Cívico, Cultural e Turístico goiano.

Conforme o texto, a iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar a contribuição das mulheres para o desenvolvimento do agronegócio goiano, além de incentivar a participação feminina nas atividades agropecuárias, agroindustriais, tecnológicas e de gestão do setor.

A proposta também busca promover ações de conscientização sobre a importância da mulher no fortalecimento da economia rural e da segurança alimentar, bem como estimular o empreendedorismo feminino no campo, a inovação tecnológica e a sucessão familiar rural.

Entre as diretrizes previstas estão ainda o incentivo a políticas públicas voltadas à capacitação, inclusão produtiva e fortalecimento da mulher rural, além da promoção de debates, palestras, seminários, cursos e campanhas educativas relacionadas ao protagonismo feminino no agronegócio.

O projeto prevê que, na semana em que ocorrer a data comemorativa, o poder público possa promover ações em parceria com entidades do setor produtivo, cooperativas, sindicatos, universidades e organizações da sociedade civil. Entre as atividades previstas estão homenagem às mulheres que se destacam no agronegócio goiano, feiras, exposições, painéis temáticos e ações de capacitação técnica e gerencial.

Na justificativa da matéria, Morais destaca que o agronegócio representa uma das principais forças da economia goiana e ressalta o avanço da participação feminina no setor. Segundo o parlamentar, as mulheres têm ocupado papel de protagonismo no campo, “contribuindo diretamente para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da modernização do agronegócio”.

O deputado argumenta, porém, que ainda persistem desafios relacionados à valorização, visibilidade, acesso a crédito, qualificação técnica e participação feminina em espaços de decisão. Desse modo, conclui que a criação da data possui “relevante caráter simbólico e educativo, contribuindo para ampliar o reconhecimento social da mulher do agronegócio e incentivar políticas públicas voltadas à inclusão e fortalecimento feminino no setor”.

A matéria está em encaminhamento à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para designação de relatoria. 



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