terça-feira, setembro 15, 2026
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PSD-DF recebe 11 milhões, três candidatos ficam com mais da metade e o resto da chapa é abandonado. Existe suspeita de favorecimento

PSD-DF recebe 11 milhões, três candidatos ficam com mais da metade e o resto da chapa é abandonado. Existe suspeita de favorecimento

Ronaldo Fonseca, Carol Fleury e Rogério Morro da Cruz concentram R$ 6,055 milhões, segundo o TSE. Nos bastidores, há relatos de suposta prioridade a grupo ligado à cúpula do partido

O PSD do Distrito Federal recebeu cerca de R$ 11 milhões para as eleições, mas a distribuição escancara o abandono da maioria da chapa. De acordo com levantamento do Blog do Cafezinho (blogdocafezinho.com.br), com base nos dados oficiais do TSE, apenas três candidatos teriam ficado com mais da metade de toda a verba.

Somando apenas os recursos supostamente recebidos por Ronaldo Fonseca, Carol Fleury e Rogério Morro da Cruz, chega-se a R$ 6,055 milhões, segundo a apuração citada.

Nos bastidores, há suspeita, ainda sem comprovação documental, de suposto favorecimento a um grupo dentro do partido, que seria ligado ao vice-presidente da legenda, segundo relatos de candidatos ouvidos sob reserva. Seriam esses os nomes que estariam recebendo muito mais do que a maioria.

O candidato ao Senado, Ronaldo Fonseca, teria recebido R$ 3.005.000,00, segundo o DivulgaCandContas. Desse total, R$ 1.254.550,00 (49,90%) foram declarados para produção de rádio, televisão e vídeo. Outros R$ 392,5 mil teriam sido destinados à produção de páginas na internet.

A candidata a deputada federal Carol Fleury teria recebido R$ 2.250.000,00. Nos gastos declarados, R$ 350 mil para a Parolle Comunicação, R$ 280 mil para a Ksulo Agência de Publicidade e R$ 200 mil para um escritório de advocacia ligado a Michelle Prado, que, segundo a apuração, ocupa cargo no gabinete do deputado distrital Rogério Morro da Cruz.

Já o deputado distrital Rogério Morro da Cruz teria recebido R$ 800 mil e contratado por R$ 150 mil a Candanga Criativa e Produtora Ltda. Segundo o Blog do Cafezinho, a empresa já havia prestado serviços ao mandato parlamentar por meio de verba indenizatória, em contratos de aproximadamente R$ 6 mil mensais. O novo contrato, agora com recursos eleitorais, representaria valor 25 vezes superior ao pagamento mensal anterior.

Quem ficou para trás?

Enquanto algumas candidaturas movimentam milhões de reais, candidatos e candidatas da chapa proporcional aparecem, segundo os dados citados, com recursos significativamente menores. Há nomes que teriam recebido cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil, enquanto outros teriam ficado sem qualquer repasse.

Segundo relatos, houve candidatos que já tinham contratado equipe e tiveram que deixar de pagar porque supostamente não receberam o fundo eleitoral, ou não receberam o suficiente, ou não receberam nada.

Além do suposto favorecimento financeiro, candidatos afirmam haver desconfiança também sobre suposto favorecimento no tempo de TV. Segundo esses relatos, a planilha não teria sido apresentada, o que aumentaria a revolta interna.

A revolta não é só pelos valores. Nos bastidores do PSD-DF, o que se ouve, ainda sem prova documental, é que não se trataria apenas de estratégia eleitoral, mas de suspeita de favorecimento dentro do partido.

Ressalva: Os dados citados têm como base informações de prestação de contas eleitoral divulgadas pelo TSE. Valores e vínculos contratuais devem ser conferidos nas bases oficiais. A existência de repasses maiores ou de contratos não implica, por si só, qualquer irregularidade. O espaço está aberto para manifestação dos citados.

Informações apuradas a partir de reportagem do Blog do Cafezinho (blogdocafezinho.com.br).

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