“10 segundos numa gravação de um homem que nem me conhecia, numa reunião que eu não estava presente. Isso quase apagou 12 anos da minha vida.”
A frase é seca, direta e carregada de peso. Rogério Ulysses (Avante) a diz com a voz embargada, mas sem vitimismo. É o resumo de uma trajetória que quase foi destruída por uma acusação falsa, baseada em uma fala de poucos segundos na qual ele nem sequer aparecia, apenas o nome era citado por alguém que nem o conhecia.
Durante 12 anos, Rogério viveu sob o peso de uma suspeita que o impediu de se candidatar. Foi investigado. Foi julgado antes de qualquer prova concreta. Aguentou em silêncio, com resiliência, entrando todos os dias em uma sala de aula, enquanto o processo se arrastava. Muitos desistiriam. Ele não.
Em 2022, a Justiça falou. A absolvição veio por unanimidade. Ficha limpa. A verdade venceu, não porque o tempo apagou os fatos, mas porque a verdade sempre foi essa.
“Aprendi uma coisa nesses 12 anos”, diz ele. “Quem pensa no próximo incomoda alguém. Sempre vai ter quem tente calar quem quer servir. Mas o tempo foi testemunho e ele falou por mim.”
Hoje, Rogério Ulysses volta à arena pública mais maduro, mais preparado e com a certeza de quem sobreviveu a uma injustiça longa e silenciosa. Pronto para fazer muito mais por São Sebastião e pelo Distrito Federal.
A história não é de vitimismo. É de resistência. De alguém que preferiu carregar o peso calado a transformar a dor em espetáculo. E que, depois de 12 anos, tem o direito de dizer, com a consciência limpa: a verdade venceu.
Assista o rell
10 segundos de fala. 12 anos de luta. A verdade venceu. Hoje, absolvido por unanimidade e 100% ficha limpa, sigo em frente com fé, humildade e vontade renovada de voltar a servir o meu povo.



