quarta-feira, julho 15, 2026
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Velório de Rodrigo Resende do Prado, morto na porta do Hospital de Base, acontece nesta quarta


Familiares e população cobram apuração rigorosa após morte enquanto aguardava atendimento

Rodrigo Resende do Prado, de 46 anos, que morreu enquanto aguardava atendimento no pronto-socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), será velado nesta quarta-feira (15) no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. A morte ocorreu no último domingo (12), após o paciente sofrer um mal súbito na entrada do hospital.

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Imagens cedidas ao Metrópoles mostram Rodrigo sendo reanimado por servidoras do hospital. Segundo relatos da família, ele chegou passando mal e pediu ajuda, mas o socorro só foi prestado após ele cair desacordado. O Iges-DF, responsável pela administração do HBDF, informou que o paciente foi levado para a sala vermelha, mas não resistiu às manobras de reanimação.

A governadora Celina Leão (PP) determinou “apuração rígida e total” sobre o caso. Durante agenda no Recanto das Emas, ela afirmou que solicitou todas as câmeras de segurança para verificar o tempo de espera do paciente. “Nós estamos apurando, inclusive, esse tempo de espera”, disse a governadora. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, informou que uma reunião foi realizada com a equipe do Iges-DF para analisar o caso.

A morte de Rodrigo Resende do Prado enquanto aguardava atendimento na porta do Hospital de Base reacende a cobrança por melhorias urgentes na saúde pública do Distrito Federal.

O Iges-DF instaurou uma apuração interna para analisar todas as circunstâncias do atendimento. A direção do hospital destacou que toda a assistência seguiu os protocolos técnicos estabelecidos para situações de emergência. A família, no entanto, cobra transparência e esclarecimentos sobre o tempo de espera e a qualidade do socorro prestado.

O caso de Rodrigo é o segundo grave em menos de um mês. No dia 20 de junho, Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, morreu sentado em uma cadeira de rodas na recepção da UPA do Recanto das Emas. Os dois episódios colocam a rede pública de saúde sob forte pressão e alimentam o sentimento de indignação da população. A Lei Orçamentária de 2026 reservou R$ 7,89 bilhões para a saúde, mas os relatos de falhas persistem.

A Secretaria de Saúde e o Iges-DF ainda não concluíram as apurações dos casos. A reportagem continua aberta para posicionamento dos órgãos. A repetição de mortes em circunstâncias semelhantes mostra que o sistema de saúde do DF enfrenta problemas crônicos de gestão e de resposta rápida em situações de emergência. A população espera que as investigações sejam concluídas com transparência e que medidas efetivas sejam adotadas para evitar novas tragédias.

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