A governadora Celina Leão (PP) tentou emplacar um grande ato de lançamento de sua pré-candidatura à reeleição ao Governo do Distrito Federal, mas mais uma vez a realidade foi cruel. O evento realizado em Ceilândia, um dos maiores colégios eleitorais do DF e palco histórico de comícios gigantescos, reuniu nas melhores das análises favoráveis apenas cerca de 1.500 pessoas, um número extremamente baixo para o que se esperava de uma governadora que controla toda a estrutura do poder público.
Os próprios vídeos divulgados pela comunicação do governo entregam o fracasso. Com cortes rápidos, movimentos de câmera agitados, confetes em profusão e muitos closes no palco e nas bandeiras, a equipe tentou disfarçar o que as imagens mais abertas mostram claramente: um público ralo, com espaços vazios ao redor da multidão, pouca densidade e capacidade ociosa no local. Um “flop” visível.
Ceilândia, Berço de Grandes Atos, Virou Sinônimo de Decepção
Ceilândia já foi cenário de lançamentos de candidatura com dezenas de milhares de pessoas. Desta vez, nem a máquina pública, nem os comissionados, nem a divulgação prévia com semanas de antecedência conseguiram lotar o espaço. Mesmo com toda a estrutura montada, palco, faixas, bandeiras e o tradicional “efeito confete”, o chamado não surtiu efeito.
Não é a primeira decepção recente. Em Santa Maria, no lançamento anterior, Celina também reuniu apenas centenas de apoiadores, segundo relatos da imprensa. Dois atos seguidos com baixa adesão: o sinal é preocupante para uma pré-candidata que precisa demonstrar força popular.
Máquina de 18 Mil Comissionados Não Foi Suficiente
O mais constrangedor é o contraste entre o poder à disposição de Celina e o resultado entregue. Com cerca de 18 mil cargos comissionados, milhares de contratados, secretarias inteiras mobilizadas e recursos públicos ilimitados, o governo tinha todas as condições para organizar um grande evento. Mesmo assim, o ato em Ceilândia flopou de forma evidente.
Enquanto a oposição e outros nomes já conseguiram mobilizações mais expressivas em regiões populosas, Celina segue patinando na capacidade de transformar a estrutura estatal em capital político real. Os eleitores de Ceilândia, conhecidos por sua expressividade nas urnas, deram um recado claro: não basta ter a máquina na mão. É preciso gerar entusiasmo.
Os vídeos oficiais, editados precisamente para esconder a baixa presença, só reforçam a narrativa de um lançamento artificial. Em vez de um marco de força, o evento se transformou em mais uma evidência de que a pré-candidatura de Celina Leão ainda patina na rua, longe do apoio maciço que uma governadora em exercício deveria conseguir.
O caminho até 2026 está longo. E, pelos dois primeiros atos de lançamento, o clima não é dos mais favoráveis para a “Leoa”.
Veja os vídeos do Flop:



