A eleição 2026 vai promover a renovação de quase metade das cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Dos 41 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura, 19 não integram a atual composição da Casa, enquanto 22 parlamentares já exercem mandato e conseguiram a reeleição. Essa renovação na Casa de Leis, a partir de fevereiro de 2027, corresponde a 46% das cadeiras e conta com mais mulheres.
O porcentual de inovação é ligeiramente inferior ao registrado na eleição da atual 20ª Legislatura, em 2022, quando chegou a 51% das cadeiras. Naquela ocasião, após o reprocessamento dos votos pela Justiça Eleitoral, os deputados eram 20 reeleitos e 21 nomes que não possuíam mandato.
A diferença entre os dois pleitos é de 5 pontos porcentuais, e a comparação mostra que a próxima legislatura também terá uma mudança significativa de nomes, embora em proporção um pouco menor que a registrada quatro anos atrás.
O resultado de 2026 revela, assim, um equilíbrio entre continuidade e mudança. Ao mesmo tempo em que os deputados que já atuam na Casa terão a oportunidade de manter suas iniciativas no Parlamento por mais quatro anos, os novos parlamentares trazem à Alego novas ideias e propostas para Goiás a partir de 2027.
Diferentes gerações
A composição eleita também reúne parlamentares de diferentes gerações. A diversidade etária acompanha a própria renovação de quase metade das cadeiras, reunindo estreantes e políticos com trajetórias mais longas.
Entre os mais novos, Neto Karfan (Novo), tem 32 anos e Lucas Kitão (Mobiliza), 35, enquanto Carol do Amiltinho tem 37 e Keké da Vulkanic (Mobiliza), 40. Dentre os novos nomes, o mais longevo é Paulo do Vale (PSD), com 66 anos.
O levantamento das idades também permite observar que a renovação da Assembleia não se resume à substituição de nomes. A chegada de novos parlamentares representa a incorporação de diferentes experiências profissionais, políticas e geracionais ao Legislativo estadual.
Mais votados
Entre os novos integrantes da Assembleia, Carol do Amiltinho (MDB) recebeu 109.002 votos e foi a mais votada para o Parlamento goiano. Na sequência aparecem Fabrício Rosa (PT), com 81.540 votos, e Paulo do Vale (PSD), com 72.792 votos.
A nova composição reúne representantes de diferentes municípios, segmentos profissionais e trajetórias políticas. Entre os eleitos estão ex-prefeitos, vereadores, profissionais liberais, empresários, representantes de categorias profissionais e nomes que estreiam diretamente no Parlamento estadual.
A eleição proporcional também faz com que a composição da Assembleia resulte não apenas da votação individual dos candidatos, mas do desempenho dos partidos e federações. As 41 vagas são distribuídas conforme a votação obtida pelas legendas, considerando estes votos com os votos nominais, de acordo com as regras do sistema proporcional.
Mudança nas bancadas
A renovação de nomes é acompanhada por alterações na composição partidária da Casa. O MDB terá a maior bancada da 21ª Legislatura, com sete eleitos. PL terá cinco cadeiras, enquanto União Brasil e PT terão quatro cada. PRD e Mobiliza terão três parlamentares. Ao todo, 16 partidos e federações terão representação na Assembleia.
A nova configuração partidária poderá influenciar a formação dos blocos parlamentares e das comissões permanentes, além da composição da Mesa Diretora e da organização dos trabalhos legislativos a partir de 2027.
Continuidade e renovação
Enquanto deputados reeleitos permanecerão na Assembleia, três integrantes da atual legislatura irão exercer mandatos na Câmara dos Deputados em 2027: Bruno Peixoto (União), Lucas Calil (PRD) e Lucas do Vale (PSD) vão mudar para Brasília.
O resultado final combina, portanto, renovação de nomes, continuidade parlamentar e uma pequena ampliação da presença feminina. Dos 41 eleitos, 19 chegam à Assembleia sem integrar a atual composição, enquanto 22 permanecem no Parlamento.
A 21ª Legislatura será instalada em fevereiro de 2027, quando os 41 deputados eleitos tomarão posse para um mandato de quatro anos. Eles passarão a representar, no Parlamento estadual, a população dos 246 municípios goianos.
Mais mulheres
A nova composição também apresenta uma pequena ampliação da participação feminina na Alego. Cinco mulheres foram eleitas para a 21ª Legislatura, uma a mais que na atual composição. Com isso, a representação feminina passa de 9,8% para 12,2% das 41 cadeiras.
As eleitas são Carol do Amiltinho (MDB), Kátia Maria (PT), Bia de Lima (PT), Joscilene do Mangão (Agir) e Graciele da Arte Trigo (Agir). Carol foi, inclusive, a candidata mais votada para o Parlamento estadual, com 109.002 votos.
Na atual Legislatura, as quatro representantes femininas são Bia de Lima, Rosângela Rezende (Agir), Vivian Naves (Republicanos) e Zeli Fritsche (PSD). Bia será a única delas a permanecer na Assembleia a partir de 2027. Rosângela e Vivian não foram reeleitas, enquanto Zeli disputou, sem sucesso, uma vaga na Câmara dos Deputados.
Apesar do crescimento, as mulheres continuarão sendo minoria no Parlamento goiano. Por outro lado, a chegada de quatro novas mulheres à bancada feminina faz com que a próxima composição registre não apenas renovação de nomes, mas também mudança na representação feminina.



