segunda-feira, julho 27, 2026
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Planalto vê tentativa dos EUA de barrar projeto sobre big techs e mantém empenho


Governo descarta recuo na regulação de mercados digitais apesar de pressão de congressistas americanos

O governo brasileiro monitora a ofensiva de congressistas republicanos dos Estados Unidos contra o projeto de regulação econômica das big techs, mas descarta qualquer recuo na proposta. Auxiliares do presidente Lula afirmam que o interesse das empresas de tecnologia não pode prevalecer sobre a necessidade de regular os mercados digitais no país.

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Na semana passada, 20 congressistas americanos enviaram uma carta ao chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca) pedindo ação contra o Brasil pelo avanço do PL 4675/2025. O projeto, elaborado pelo governo e em tramitação na Câmara, amplia os poderes do Cade contra práticas anticoncorrenciais das plataformas digitais.

No Planalto, o tema é tratado como defesa de “soberania digital”. A proposta envolve não apenas a regulação das plataformas, mas também questões como infraestrutura nacional de dados, computação em nuvem e inteligência artificial. Assessores presidenciais comparam a postura das big techs e do governo americano à estratégia adotada na disputa tarifária: demandas excessivamente agressivas que dificultam qualquer meio-termo.

O governo Lula descarta recuar no projeto de regulação das big techs mesmo sob pressão de congressistas dos Estados Unidos e do tarifaço de Trump.

Apesar da firmeza no discurso, o Executivo optou por não acelerar a tramitação do projeto neste momento de tensão comercial. Técnicos envolvidos com a proposta afirmam que colocar o texto em votação agora abriria uma nova frente de atrito com as empresas de tecnologia e com Washington.

O ritmo da tramitação depende sobretudo do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do relator, deputado Aliel Machado (PV-PR). O governo tem acompanhado o tempo do Congresso sem pressionar pela votação imediata. O calendário eleitoral também reduz as chances de avanço significativo antes das eleições de outubro.

Empresas de tecnologia, reunidas no Conselho Digital (que inclui Amazon, Google, Meta, TikTok e outras), criticam o texto. Apontam risco de intervenção em algoritmos, poderes excessivos ao Cade e impactos econômicos que poderiam atingir pequenos negócios, startups e criadores de conteúdo. O Planalto, no entanto, mantém a avaliação de que a regulação é necessária e que a pressão externa não deve determinar o rumo da proposta.

Variações de título:

  1. Planalto vê tentativa dos EUA de barrar projeto sobre big techs e mantém empenho
  2. Governo descarta recuo na regulação de mercados digitais apesar de pressão americana
  3. Lula mantém projeto contra big techs mesmo sob ofensiva de congressistas dos EUA
  4. Soberania digital: Planalto não cede à pressão americana sobre regulação das plataformas

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